
A primeira edição de 2026 do Menu POA, promovido pela Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), contou com a participação do prefeito Sebastião Melo. Na reunião-almoço, o chefe do executivo destacou as prioridades da gestão para o ano. Entre os temas elencados, estão obras de infraestrutura, entre elas, de proteção contra cheias, a busca pela aprovação do Plano Diretor, retomada do funcionamento da Usina do Gasômetro, a concessão do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) e outros investimentos.
O encontro também celebrou os 168 de fundação da ACPA, completados no mês de fevereiro, e o Dia Internacional da Mulher. A presidente da entidade, a empresária Suzana Vellinho Englert, destacou que o espaço nasceu para promover o diálogo e a construção do futuro de Porto Alegre de forma conjunta, reforçando a aproximação dentre o poder público e a iniciativa privada. Suzana também afirmou que a gestão é marcada pelo diálogo entre os setores.
“Quando caminhamos juntos, setor produtivo, lideranças empresariais e gestão pública, conseguimos discutir e debater com a Prefeitura os temas que nos dizem respeito e que dizem respeito à comunidade como um todo. É essa abertura para a construção de um diálogo franco e permanente que leva às melhores soluções. Somos todos empreendedores em prol de uma cidade, e é com união que construímos o futuro que Porto Alegre merece”, afirmou.
Projetos prioritários para Porto Alegre em 2026
No início de sua apresentação, Melo relembrou o Dia Internacional da Mulher, celebrado no domingo, destacando as ações recentes da prefeitura no enfrentamento da violência de gênero. Logo após, ele anunciou os tópicos que nortearão os trabalhos da gestão em 2026. Os primeiros assuntos abordados foram as obras de infraestrutura, em especial às relacionadas com a proteção contra cheias na Capital, e o novo Plano Diretor, em tramitação na Câmara de Vereadores.
“São obras caríssimas e complexas, mas não adianta nada criar uma ‘Muralha da China’ em Porto Alegre se os governos federal e estadual não fizerem obras em outras cidades. São desafios enormes, mas temos R$ 6 bilhões em financiamentos que, mais da metade do valor, será aplicado na proteção contra cheias. Além disso, Porto Alegre nunca teve e nunca terá um Plano Diretor ideal, mas somos defensores de que o plano tem que levar em conta diversos fatores, como mobilidade urbana, sustentabilidade e serviços públicos. É um tema do presente que trata do futuro”, avaliou.
O prefeito também elencou o projeto de parceirização do Dmae como uma das prioridades do governo para o ano. “Um Dmae público vai demorar 100 anos para atingir as metas do Marco Regulatório do Saneamento Básico. O Brasil precisa discutir mais o tema da drenagem urbana. Atualmente, não existe dinheiro no Brasil para custeio disso. É preciso remanejar. Por isso não tem como o Dmae continuar desse jeito”, reforçou Melo, explicando que o objetivo é manter com a prefeitura os serviços de drenagem urbana e a produção e venda de água, privatizando o restante.
O gestor também afirmou que pretende reabrir a Usina do Gasômetro em até sete meses, a partir de editais provisórios, enquanto o edital de concessão do espaço é reeditado. A intenção é que o espaço seja administrado pela Secretaria da Cultura até a conclusão do processo de concessão. Melo ainda citou o foco da gestão na segurança pública, com a entrada de mais 100 agentes para a Guarda Civil Metropolitana (GMC), na desburocratização da administração de escolas municipais e investimentos na eletrificação do transporte coletivo.
Além de atuação à frente da Prefeitura de Porto Alegre, Melo também assumirá, a partir desta quarta-feira, a presidência da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) em 2026. “É evidente que estarei aqui, mas também precisarei ficar de olho em outras pautas a nível nacional”, concluiu Melo, citando o debate sobre o fim da escala 6×1, sustentabilidade e Justiça. A vice-prefeita Betina Worm acompanhou a apresentação das prioridades da gestão no Menu POA.
Fonte: Correio do Povo