
A justiça italiana voltou a adiar o julgamento do processo para extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) nesta terça-feira (20). O adiamento atende a um pedido apresentados por advogados para que o caso seja analisado por outros magistrados na Itália, por questionamentos à condução do processo. A expectativa, agora, é de que o julgamento passe para fevereiro.
Por meio de nota, a defesa celebrou o resultado e reiterou posição por considerar que houve “cerceamento” de posições a serem apresentadas por advogados e parcialidade de juízes. Os advogados querem que ela continue na Itália e não volte ao Brasil.
“Hoje fizemos o pedido de troca de turma. Os magistrados, em primeiro momento, falaram não, mas falamos que precisava, sim, ser trocada a turma porque era, sim, parcial”, afirmou o advogado Fábio Pagnozzi.
O advogado também sustenta não haver provas que confirmem a participação dela à invasão em sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A invasão foi o motivo que condenou Zambelli à prisão por 10 anos, segundo decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). O processo foi o que motivou a fuga da ex-deputada. Depois de ser presa, ela foi novamente condenada.
Duas Condenações
Zambelli foi condenada pela Justiça brasileira, em maio de 2025, por invasão ao sistema do CNJ. A Primeira Turma do STF estipulou uma pena de 10 anos de prisão e a perda do cargo como parlamentar. A decisão foi unânime.
A ex-deputada fugiu para a Itália para não cumprir a condenação e, atualmente, enfrenta um processo de extradição, para cumprir a pena no Brasil. Em agosto de 2025, Zambelli também foi condenada por perseguir, com um revólver em punho, um eleitor que criticava o ex-presidente Bolsonaro, em São Paulo, antes das eleições de 2022.
Nesse caso, o STF a condenou a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O processo de cassação da deputada não chegou a ser concluído, por falta de votos entre deputados, mas Zambelli entregou o posto.
Fonte: R7