
Em uma disputa acirrada, a prefeita interina de Cachoeirinha, Jussara Caçapava, venceu as eleições suplementares neste domingo ao lado do vice, Luis Carlos Azevedo da Rosa, o Mano do Parque, na coligação “Compromisso com a Nossa Gente” (Avante + 8 partidos). Com a maior base política, apoiada por 13 vereadores, Jussara e Mano do Parque conquistaram 22.595 votos válidos, ou 43,39%. Claudine de Lima Silveira (PP) veio logo atrás na contagem, conquistando a confiança de 22.065 dos eleitores.
Em cima do carro som, celebrando a vitória, Jussara reconheceu a conquista acirrada e agradeceu os eleitores pela confiança depositava. “O povo de Cachoeirinha merece. Eu quero agradecer o empenho de cada um de vocês.” A prefeita eleita admitiu a pouquíssima diferença de votos com a segunda colocada, mas segundo ela o que importa foi a vitória. “Vamos fazer muito pela nossa Cachoeirinha, porque temos competência e temos garra. Trabalhamos muito até aqui, sempre dando o melhor para esta população.”
As eleições suplementares acontecem após a cassação de Cristian Wasem Rosa e do delegado João Paulo Martins por infrações político-administrativas, formalizadas em janeiro de 2026. Os eleitos serão diplomados em 7 de maio. O mandato da nova chapa vai até 31 de dezembro de 2028.
Cachoeirinha é sede da 143ª Zona Eleitoral e conta com 102.143 eleitores, dos quais, 58.173 comparecerem as urnas neste pleito (57,78% do total). A abstenção chegou a 42,22%, totalizando 42.506 eleitores faltantes. Os votos nulos somaram 2.617 (4,50%) e os brancos 3.479 (5,98%). O município possui 34 locais de votação e 277 seções eleitorais.
Também concorreram à gestão do Executivo as chapas de Laís Rocha Cardoso e Breno de Oliveira Munhoz (Federação PSOL/REDE); e Tairone Rodrigo Pereira Keppler e Cláudia Azevedo de Oliveira (Federação Brasil da Esperança – PT/PCdoB/PV).
ELEIÇÕES FORA DE ÉPOCA
A gestão anterior foi cassada em decorrência de denúncias que apontaram que Wasem teria realizado pedaladas fiscais no Instituto de Previdência dos Servidores (Iprec) e atentado contra a autonomia do Legislativo. Já o vice foi acusado de conduzir contratação emergencial irregular. Ambos estão inelegíveis por oito anos. Esta é a segunda vez que a população de Cachoeirinha vai às urnas for a de época em três anos. Em 2022, também foram realizadas eleições suplementares após as cassações do então prefeito Miki Breier (PSB) e do vice Maurício Medeiros (MDB) por abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral.
Fonte: Fernanda Bassôa / Correio do Povo