
A tradição centenária trazida pelos colonizadores alemães e italianos consolidou o Rio Grande do Sul na criação de suínos, com uma forte cultura de consumo e produção de derivados, como salames, linguiças, presuntos e banha, parte importante da identidade gastronômica gaúcha. Segundo dados da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS) e do relatório anual da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os gaúchos consomem, em média, 27 quilos de carne suína por habitante ao ano, volume bem acima da média nacional de 18,6 quilos. O estado é hoje o terceiro maior produtor e o segundo maior exportador de carne suína do país. Em 2024, foram exportadas 290 mil toneladas, o que representa cerca de 21% das vendas externas brasileiras.
De olho nesse cenário, o grupo americano Rudolph Foods Company, referência mundial há mais de 70 anos na produção de torresmo e pururuca, amplia sua atuação no estado por meio da Rudolph Snacks, operação brasileira da companhia. A empresa aposta no Rio Grande do Sul como uma das principais frentes de expansão de seu modelo de co-packing e terceirização para marcas que desejam ingressar ou crescer na categoria de snacks à base de proteína suína.
“Nos últimos anos, ajudamos a consolidar no Brasil uma categoria que antes era pouco explorada: a dos snacks de proteína animal prontos para o consumo, como o torresmo e pururuca. Agora, estamos em um momento de forte expansão e enxergamos no Rio Grande do Sul uma região de grande potencial para o crescimento desse segmento”, destaca Fabrício José de Almeida, CEO da Rudolph Snacks no Brasil.
TENDÊNCIA
O otimismo da empresa acompanha uma movimentação global expressiva. De acordo com relatório da Emergen Research, o mercado mundial de snacks proteicos deve atingir US$ 14,9 bilhões até 2034, com uma taxa média de crescimento anual (CAGR) de 10,2% entre 2024 e 2034. Esse crescimento é impulsionado pela demanda crescente por alimentos práticos, nutritivos e com alto teor de proteína, mas baixo em carboidratos. Alinhados a hábitos alimentares mais equilibrados e estilos de vida dinâmicos, os snacks salgados proteicos vêm se consolidando como alternativas funcionais no dia a dia, oferecendo praticidade, saciedade e energia.
Com 11 fábricas em operação em diferentes países e exportação para mais de 30 mercados internacionais, o grupo mantém no Brasil uma unidade em Chapecó (SC), dedicada à desidratação da pele suína, matéria-prima essencial para os produtos da marca. A etapa final de fritura e empacotamento é realizada na planta da empresa em São José dos Pinhais (PR), na Região Metropolitana de Curitiba.
A partir dessa estrutura, a Rudolph Snacks está em busca de novas parcerias com marcas e indústrias instaladas no Rio Grande do Sul, fortalecendo seu modelo de atuação B2B. A empresa oferece uma solução integrada, que abrange desde o fornecimento da matéria-prima até a embalagem final, com certificação do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e padrões internacionais de qualidade. “A produção de snacks de proteína animal envolve exigências técnicas e regulatórias rigorosas, o que pode dificultar a operação própria para muitas marcas. Com nossa estrutura e expertise, tornamos esse processo mais simples, seguro e eficiente”, afirma Fabrício.