
O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas recuou 6,3 pontos em maio, para 110,9 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador manteve a tendência de alta, ao subir 1,7 ponto, para 114,4 pontos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).
“Após dois meses em alta, o Indicador de Incerteza cede em maio, influenciado pela queda do componente de Mídia, que mede a incerteza econômica através da análise de textos que refletem o debate público sobre economia na mídia impressa e digital. O resultado foi influenciado pelo cessar-fogo temporário na guerra do Irã, Estados Unidos e Israel, que reduziu relativamente as instabilidades geradas até então pelo conflito. O componente de Expectativas, por outro lado, continua a registrar trajetória de alta, motivada pelos impactos do cenário externo na economia brasileira. A dispersão das previsões, principalmente, para a inflação, sobe no mês, impulsionada pelos choques nos preços internacionais do petróleo e seus reflexos nos preços de combustíveis e alimentos. No ambiente interno, as incertezas fiscais são moderadas e influenciadas pelos desdobramentos da investigação contra o Banco Master. Nos próximos meses, o IIE-Br tende a refletir a volatilidade do cenário externo, ainda sujeito a choques, e seus impactos sobre a economia global e brasileira”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.
O componente de Mídia do IIE-Br recuou 8,5 pontos em maio, para 109,8 pontos, contribuindo negativamente com 7,4 pontos para o resultado agregado. O componente de Expectativas que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, subiu 4,9 pontos no mês, passando a 110,8 pontos, maior nível desde dezembro de 2024 (117,7 pontos) e contribuindo positivamente com 1,1 ponto.