
O Rio Grande do Sul registrou 45.461 novas vagas com carteira assinada de janeiro a abril de 2026, resultado de 594.978 contratações e 549.517 desligamentos do período. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O Estado ocupa a quinta posição no ranking das unidades federativas com maior saldo positivo no ano, permanecendo atrás de São Paulo (202,4 mil), Minas Gerais (78,6 mil), Santa Catarina (63 mil) e Paraná (58,9 mil). A Região Sul, por sua vez, ocupou o segundo lugar na geração de empregos no país, com 167.330 novos postos, em uma classificação liderada pela Região Sudeste, com 331.442 vagas formais.
Os números indicam que o Estado manteve a geração de empregos de forma estável, com pouca variação em relação ao mês anterior, quando foram registrados cerca de 46 mil postos formais no acumulado do ano. O comportamento reflete as oscilações naturais das safras no Rio Grande do Sul, que influenciam o ritmo das admissões ao longo do ano.
“Essa é uma característica do Rio Grande do Sul, que pode ser verificada nos próximos meses, mas que no segundo semestre tende a se estabilizar e apresentar um crescimento expressivo na criação de postos de trabalho”, destacou o secretário de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, José Scorsatto. “Mesmo com essa variação, seguimos entre os cinco Estados que mais formalizaram empregos em 2026 e seguimos trabalhando para que esses dados sejam ainda mais positivos”, acrescentou o secretário.
NÚMEROS
Em abril, o Rio Grande do Sul registrou um aumento de 1,54% no salário médio das admissões em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando R$ 2.251,75. Com esse resultado, o Estado apresentou o melhor desempenho da região Sul, enquanto os demais Estados registraram variações negativas na passagem de março para abril. No período, o Rio Grande do Sul teve 134.569 admissões e 135.965 demissões, resultado que acompanha o movimento sazonal característico da economia gaúcha, principalmente em razão do desempenho da agricultura, impactada pelo encerramento das safras como a da maçã.
A indústria liderou o ranking de empregos formais criados por grupamento de atividades no mês, com 1.114 novos postos de trabalho. O setor de serviços ocupou a segunda posição, com a geração de 1.292 vagas. A agropecuária, conforme esperado, apresentou saldo negativo no mês, com menos 3.120 empregos. Os cinco municípios com maior número de vagas formais criadas em abril foram:
- Santa Cruz do Sul (825)
- Canoas (687)
- Venâncio Aires (357)
- Ijuí (193)
- Cachoeira do Sul (172)