
O Índice de Confiança da Construção (ICST) do FGV IBRE subiu 2,8 pontos em janeiro, para 94,0 pontos, maior nível desde março de 2025 (94,9 pontos). Na média móvel trimestral, o índice cresceu 0,8 ponto. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).
“Depois de fechar 2025, em queda, a Confiança setorial (ICST) volta a subir alavancada pelos dois componentes do indicador. Perspectiva de mais investimentos na infraestrutura, de contratações recordes do MCMV e as novas regras para o financiamento habitacional na média e alta renda, tudo pode ter contribuído. O custo do crédito pode ser aliviado ao longo do ano, no entanto, os problemas com a mão de obra permanecem e não devem dar trégua no ano, o que vai pôr à prova nos próximos meses essa percepção mais positiva”, destacou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.
O ICST de janeiro refletiu melhoras no Índice de Situação Atual (ISA-CST) e no Índice de Expectativas (IE-CST). O ISA-CST avançou 2,4 pontos, para 93,4 pontos, maior nível desde março de 2025 (93,9 pontos), e o IE-CST subiu 3,0 pontos, para 94,6 pontos.
Os dois componentes do ISA-CST também avançaram: o indicador de situação atual dos negócios a cresceu 1,2 ponto, chegando aos 92,1 pontos, e o indicador de volume de carteira de contratos aumentou 3,6 pontos, para 94,9 pontos. Do lado dos componentes do IE-CST, o indicador de demanda prevista nos próximos três meses registrou alta de 5,1 pontos, alcançando 97,2 pontos, e o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses teve alta menos contida de 1,0 ponto, atingindo 92,0 pontos.
O NUCI da Construção teve queda de 1,1 ponto percentual, para 77,4%. Os NUCIs de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos também recuaram 1,4 e 0,6 ponto percentual, para 78,4% e 73,0%, respectivamente.