
Faltando menos de um mês para o primeiro turno das eleições de 2026, o Ibovespa B3 vê o mercado cada vez mais de olho nos movimentos políticos. Nesta terça-feira (8), a principal referência do mercado acionário brasileiro subiu 1,20%, aos 187.366,84.
”A escalada de uma crise institucional envolvendo o Judiciário também entra no radar dos investidores, somando-se à tensão política que já vinha do noticiário eleitoral. Mesmo com as bolsas caindo lá fora, o mercado brasileiro segue na contramão, embalado por esse conjunto de fatores domésticos”, Vitor Kayo, economista sênior na Nomad.
Ainda no cenário local, o Boletim Focus trouxe uma redução na perspectiva de inflação no Brasil em 2026. A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,01% para 5% este ano. No exterior, a guerra no Oriente Médio segue ditando o ritmo, e nesta terça, ataques na Arábia Saudita fizeram a cautela aumentar, assim como o preço do petróleo. Os preços da commodity no mercado internacional voltou a rondar os US$ 100.
Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 189.487,70 pontos na máxima intradiária e 185.207,66 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 29,8 bilhões. O movimento das commodities e o enfraquecimento da moeda norte-americana fizeram o real ganhar terreno. No fim do dia, o dólar comercial cedeu 0,86%, a R$ 5,08.
Bolsas de Nova York
O clima de tensão no Oriente Médio afetou as bolsas de Nova York, com os temores de inflação, principalmente pelos preços de energia. Assim, no pregão, o Dow Jones caiu 1,17%, o S&P perdeu 0,58% e o Nasdaq cedeu 0,31%.
(*) com B3

