
O mês de setembro terminou e o Ibovespa B3 não só subiu no pregão de hoje, como também engatou altas no mês e no trimestre. Nesta quarta-feira (30), a principal referência do mercado acionário brasileiro ganhou 1,37%, aos 186.340,46 pontos. No mês o IBOV subiu 5,03%, no melhor resultado mensal desde janeiro, e somou +8,32%.
No dia, o principal foco foi a economia dos Estados Unidos, com dados de inflação e PIB. O índice de preços de consumo pessoal, PCE na sigla em inglês, veio bem abaixo do esperado e animou o mercado nos rumos dos juros norte-americanos. No entanto, a divulgação da revisão do Produto Interno Bruto (PIB) americano, que indicou um crescimento anualizado de 2,2% no trimestre, veio levemente acima do projetado e segurou os ânimos.
“Esse sinal de que a economia dos EUA segue muito resiliente manteve o mercado nova-iorquino em um compasso de espera, limitando ralis mais expressivos em meio a debates sobre os reais limites para o ciclo de cortes de juros pelo Fed”, apontou Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.
No cenário local, cresce a expectativa pelos resultados do primeiro turno das eleições, que acontecem neste domingo (4). Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 187.834,97 pontos na máxima intradiária e 183.879,71 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 28,1 bilhões. O dado de uma inflação menos agressiva nos EUA deu espaço ao real para crescer perante a moeda norte-americana. No fim do dia, o dólar comercial caiu 0,81%, a R$ 5,17.
Bolsas de Nova York
Os dados nos EUA, de inflação e de crescimento da economia, funcionaram como contrapontos e deixaram as leituras mistas no dia – e no mês. Assim, no pregão, o Dow Jones recuou 0,86%, o S&P 500 perdeu 0,25% e o Nasdaq ganhou 0,24%. Na soma do mês os desempenhos foram de -4,28%, -0,22% e +1,86, respectivamente.
(*) com B3

