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Inadimplência de aluguel tem segunda queda consecutiva no estado, aponta indicador

Crédito: Getty Images/iStockphoto

A inadimplência de aluguel no Rio Grande do Sul registrou segunda queda consecutiva, com taxa de 2,86% em agosto, recuo de 0,02 ponto percentual em relação aos 2,88% de julho. Na comparação com agosto de 2025 (4,21%), o indicador aponta uma queda expressiva de 1,35 ponto percentual. O estado ficou também abaixo da média nacional, de 3,11% no período. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário.

Segundo Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o resultado indica um cenário mais favorável no estado, embora ainda seja necessário acompanhar a trajetória do indicador. “A queda em sequência da inadimplência é um movimento positivo, mas ainda é cedo para afirmar uma tendência. Juros elevados e a pressão do custo de vida continuam afetando o orçamento das famílias e podem ter reflexos sobre a capacidade de pagamento dos inquilinos nos próximos meses”, afirma.

No Sul, os imóveis comerciais continuam liderando a inadimplência de aluguel, com taxa de 3,67%, um recuo de 0,04 ponto percentual em relação a julho (3,71%). Em seguida, aparecem as casas, que tiveram leve avanço, de 3,18%, em julho, para 3,23%, em agosto. Os apartamentos também apresentaram alta, de 1,99% para 2,05%.

A região Nordeste, que lidera o ranking desde fevereiro deste ano, permaneceu com a maior taxa regional de inadimplência em agosto, subindo de 4,88% para 5,07%, alta de 0,19 p.p. O Norte aparece em segundo lugar, com 4,35%, ante 4,04% no mês anterior. O Sudeste passou de 2,78% para 2,86%, enquanto o Sul, que concentra as taxas mais baixas do país ao longo dos meses, subiu de 2,67% para 2,70%. Já o Centro-Oeste foi na contramão e recuou de 2,80%, em julho, para 2,60%, em agosto, assumindo o menor índice do país.

NACIONAL

Em âmbito nacional, os imóveis comerciais de até R$ 1 mil registraram alta de 0,38 ponto percentual em agosto, alcançando 7,65% e mantendo a maior taxa de inadimplência do mercado, bem acima da média nacional. A mesma faixa de preço nos imóveis residenciais também segue liderando a categoria, atingindo 6,13% em agosto, 0,14 p.p. acima dos dados do mês anterior.

“Os aluguéis mais baixos, em ambos os tipos de imóveis, acabam sendo impactados pela sensibilidade econômica das micro e pequenas empresas, que enfrentam desafios financeiros nesse início de jornada, e das famílias de menor renda em detrimento ao custo de vida”, explica Gonçalves.

O comportamento das faixas mais altas mostrou dinâmicas mistas em agosto. Nos imóveis residenciais, a maior alta ocorreu nos aluguéis acima de R$ 13 mil, cuja taxa subiu 1,12 ponto percentual e chegou a 5,96% frente a 4,84% em julho. Já nos comerciais, a mesma faixa destacada recuou 0,05 ponto percentual em relação a julho, fechando em 4,50% em agosto – ainda acima da média nacional. As menores taxas do mês foram registradas nos imóveis residenciais de R$ 3 mil a R$ 5 mil, com 1,64%, e nos comerciais de R$ 2 mil a R$ 3 mil, com 3,48%.

Na análise por tipo de imóvel, os imóveis comerciais continuam com a maior taxa do mercado, subindo de 4,17%, em julho, para 4,22%, em agosto. Nas demais categorias, o índice se manteve estável, passando de 3,29% para 3,30% em casas e de 2,14% para 2,13% nos apartamentos.








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