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IBGE amplia participação da população na coleta de biomarcadores da Pesquisa Nacional de Saúde

Mutirão está direcionado aos domicílios que já participaram da pesquisa, mas cujos moradores selecionados não concordaram inicialmente com a coleta de amostras de sangue e urina | Foto: Camila Cunha / CP

A Superintendência Estadual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Rio Grande do Sul realiza, nesta sexta-feira e neste sábado, um mutirão em Porto Alegre e na região Metropolitana para ampliar a participação dos moradores na etapa de coleta de biomarcadores da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). A pesquisa, que está sendo realizada desde julho deste ano, busca conhecer as condições de saúde da população brasileira e avaliar o acesso e o desempenho do sistema nacional.

Parte dos moradores que responderam a pesquisa foram convidados a participar também da coleta domiciliar de sangue e urina. O mutirão está direcionado aos domicílios que já participaram da pesquisa, mas cujos moradores selecionados não concordaram inicialmente com a coleta de amostras. Segundo o IBGE, o Rio Grande do Sul está entre os estados que apresentam maior número de recusas nessa etapa da pesquisa.

“Até o momento, a gente tem um número que não é o ideal para o nosso Estado”, diz a coordenadora estadual da Pesquisa Nacional de Saúde, Cíntia Tusset. “Nossa ideia é voltar nessas casas e tentar convencer as pessoas a nos receberem e a fazer a coleta.”

A amostra da pesquisa no Rio Grande do Sul é de 5.295 domicílios. Em Porto Alegre, as equipes deverão passar em 120 domicílios. O total da amostra é de 945 domicílios para coletar tanto o questionário, quanto biomarcador, mas, segundo Cíntia, muitos recusaram mais de uma vez.

O que é a Pesquisa Nacional de Saúde
A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde, visa a conhecer as condições de saúde da população brasileira e avaliar o acesso e o desempenho do sistema nacional de saúde, no que se refere ao acesso e uso dos serviços disponíveis e à continuidade dos cuidados, bem como a vigilância de doenças crônicas não transmissíveis e os fatores de risco a elas associados. Essa é a terceira edição da pesquisa. A última ocorreu em 2019, enquanto a penúltima foi em 2013.

“É a principal pesquisa de saúde que temos no nosso País. Ela visa avaliar as condições de saúde do brasileiro e o acesso à saúde, seja ela pública e privada. A gente pergunta sobre atividade física, sobre alimentação, hábitos, doenças crônicas. Realmente, fazer um raio X da situação de saúde da nossa população”, explica Cíntia.

Nas visitas, os moradores responderam questionários, e alguns foram convidados a participar de uma coleta de sangue e de urina, uma novidade da edição, para avaliar biomarcadores. O exame é feito posteriormente, com a presença de um técnico de um laboratório que faz parte do convênio na pesquisa.

A coleta de biomarcadores deverá ser concluída até o dia 13 de novembro e, até o final do mês, os questionários. A previsão é de que, no primeiro semestre de 2027, comece a divulgação dos primeiros resultados da pesquisa.

Fonte: Correio do Povo

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