
A rápida evolução da inteligência artificial inaugura uma nova etapa da transformação digital no sistema financeiro. Com o avanço dos agentes de IA, capazes de interpretar objetivos, coordenar ações e executar tarefas complexas de forma autônoma, bancos e instituições financeiras reconfiguram processos, fluxos de decisão e modelos de gestão. O desafio deixa de estar restrito à automação de processos e passa a exigir novos mecanismos de governança, capazes de equilibrar autonomia, segurança e responsabilidade sobre decisões cada vez mais complexas.
A programação do Febraban Tech 2026 inclui o painel “Agentes de IA e o redesenho do trabalho: quem decide, quem executa”, que será realizado em 25 de agosto, das 14h às 15h, no Auditório Febraban Azul. O encontro integra a trilha “Engenharia do futuro: do humano ao híbrido na Era dos Agentes de IA”, voltada aos impactos dos agentes inteligentes sobre a organização do trabalho, os modelos de gestão e a evolução das competências profissionais.
À medida que esses sistemas passam a interpretar objetivos, executar processos completos e interagir com diferentes plataformas, aumenta a necessidade de estabelecer critérios de autonomia, mecanismos de supervisão, responsabilidades e prestação de contas. Nesse contexto, governança e transparência tornam-se tão importantes quanto a própria tecnologia.
No sistema financeiro, essa mudança ganha relevância por envolver operações críticas e ambientes altamente regulados, que exigem elevados padrões de segurança, rastreabilidade e conformidade. Esse cenário amplia oportunidades para elevar eficiência e produtividade, mas também reforça a importância da supervisão humana, da gestão de riscos e de mecanismos capazes de assegurar o uso responsável da inteligência artificial.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
A evolução da IA redefine a natureza do trabalho. À medida que sistemas inteligentes assumem atividades operacionais e coordenam processos com maior autonomia, profissionais passam a concentrar esforços em funções de maior valor agregado, como análise crítica, definição de estratégias e monitoramento dos sistemas. Cresce, assim, a demanda por profissionais capazes de desenvolver, orientar, validar e acompanhar agentes de IA em ambientes cada vez mais complexos.
O debate reunirá Lennon Farias, Tech CIO do Bradesco; Mariana Gomide, superintendente do Itaú Unibanco; Ana Carla Guimarães, diretora da área de Recrutamento de Executivos da Robert Half; e Carlos Netto, cofundador e CEO da Matera. A mediação será de Gustavo Paul, diretor-adjunto de Comunicação da Febraban.
Maior evento de tecnologia e inovação do setor financeiro, o Febraban Tech 2026 será realizado de 24 a 26 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Com o tema “Agentes Inteligentes, liderança humana”, reunirá líderes, especialistas e empresas para discutir as tecnologias que estão moldando o sistema financeiro, da inteligência artificial e da computação em nuvem à cibersegurança, aos dados e às novas arquiteturas digitais.


