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Água toma ruas e chega a dezenas de casas nas áreas baixas de Bom Retiro do Sul

Nas partes mais baixas do Centro de Bom Retiro do Sul, a água do Rio Taquari ocupou diversas ruas e atingiu dezenas de casas Foto : Alina Souza/CP

partes mais baixas do Centro de Bom Retiro do Sul, a água do Rio Taquari ocupou diversas ruas e atingiu dezenas de casas nesta terça-feira. A dimensão da enchente impressionava também pela barragem eclusa, que estava parcialmente encoberta pela água e só podia ser observada a longa distância, por conta da inundação que bloqueava as vias de acesso.

Apesar de não ter sido atingido pela enchente, o aposentado Augusto Barbão, de 81 anos, acompanhava com preocupação a situação do rio. Natural do Sul do Estado, ele se mudou para Bom Retiro do Sul há cinco anos, depois que os filhos passaram a morar na cidade. “Os filhos moravam todos aqui e resolvemos vir morar na cidade também. Desde então vimos todas essas enchentes”, conta.

Para Barbão, a repetição dos episódios faz com que cada período de chuva seja acompanhado com apreensão. “É uma coisa muito triste, não tem como não ficar preocupado. Todas as vezes que chove, é um drama”, afirma. Segundo a última atualização divulgada pela prefeitura, às 14h30min, o rio Taquari estava em 18,39 metros na medição de Bom Retiro do Sul.

Às 13h, a marca era de 18,33 metros. Em Estrela, a medição das 14h30min apontava 24,33 metros, uma redução de 13 centímetros em relação aos 24,46 metros registrados ao meio-dia.

Embora a prefeitura ainda não tivesse atualizado a informação de Bom Retiro do Sul indicando uma redução, as marcas deixadas pela água no asfalto apontavam para uma tendência de baixa, movimento que também já era observado mais cedo em Lajeado.

Mesmo com a inundação em diferentes pontos da cidade, não houve necessidade de remoção de famílias pela Defesa Civil. Moradores de imóveis atingidos deixaram as casas por conta própria e buscaram abrigo na residência de amigos ou familiares. A situação segue sendo acompanhada pela Defesa Civil municipal.

Fonte: Guilherme Sperafico/Correio do Povo

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