
O governo do Estado lançou na tarde de quinta-feira, a pedra fundamental do Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (Cegird), em Porto Alegre. A estrutura será construída no bairro Jardim Carvalho e integra a programação do Plano Rio Grande, voltado à reconstrução e à ampliação da resiliência após eventos climáticos extremos.
O investimento previsto é de R$ 70 milhões apenas na sede principal, com prazo de 12 meses para conclusão. O espaço deve concentrar as operações da Defesa Civil estadual e ampliar a capacidade de resposta a situações de emergência. “Vai ser uma especial referência para a proteção e o gerenciamento de riscos e desastres no Estado”, afirmou o governador Eduardo Leite.
Segundo ele, o projeto prevê uma estrutura moderna, já entregue equipada e com tecnologia integrada. “A empresa vai entregar não apenas a obra pronta, mas também equipada. Em 12 meses teremos condições de instalar aqui a Defesa Civil e um centro de comando para atuação em situações de desastres e também de prevenção”, destacou.
Além da sede, o complexo contará com um centro logístico ao lado, com investimento adicional de cerca de R$ 40 milhões, totalizando R$ 110 milhões. A estrutura busca enfrentar um dos principais desafios identificados em eventos de dois anos atrás, que é a gestão logística durante crises.
O novo centro também vai integrar estudos técnicos e científicos. No local, funcionará uma unidade articuladora de pesquisas climáticas, que vai reunir dados como monitoramento hidrometeorológico, modelagens e levantamentos técnicos. “Tudo isso será gerenciado a partir dessa unidade qualificada, o que vai dar um salto na capacidade técnica do Estado, de administrar situações extremas como nós enfrentamos em 2024”, afirmou Leite.
Para o chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil estadual, coronel Luciano Boeira, a nova estrutura representa uma mudança no dia a dia das operações. “Hoje temos uma estrutura acanhada, que não acompanha o crescimento da Defesa Civil. Esse prédio vai permitir integrar equipes e ampliar a capacidade de resposta”, disse.
Ele destacou que o órgão recebeu investimentos e passou por uma expansão após as enchentes, com a incorporação de especialistas como hidrólogos, meteorologistas, geólogos e engenheiros. “Hoje temos condições de chegar com mais fôlego aos municípios e dar suporte mais qualificado, especialmente em situações de desastre”, afirmou.
A proposta também prevê a criação de uma rede de centros regionais no Estado. Inicialmente, quatro unidades devem ser implantadas em Santa Maria, Caxias do Sul, Pelotas e Lajeado, com projeção de chegar a nove estruturas distribuídas pelo território gaúcho.
De acordo com o governo, a iniciativa busca fortalecer a integração entre diferentes órgãos e melhorar a coordenação das ações. “Gestão de crise não se faz sozinho. É preciso integrar todas as estruturas, e esse centro vai permitir exatamente isso”, concluiu Boeira.
Fonte: Guilherme Sperafico / Correio do Povo