
O governo do Rio Grande do Sul divulgou os resultados parciais dos estudos de batimetria realizados em quatro regiões prioritárias, com foco em rios de grande porte, sob coordenação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema). Os dados preliminares indicam que não há evidências de assoreamento, ou seja, não foram identificadas, até o momento, alterações significativas nos pontos de amostragem onde foi possível comparar condições anteriores e posteriores à inundação de 2024. A apresentação ocorreu em março, durante o evento Plano Rio Grande: Balanço e Novas Ações Estratégicas, no Palácio Piratini.
Os levantamentos abrangem os eixos Metropolitano (rios Gravataí, Sinos, Caí e Delta do Jacuí), Taquari-Antas, Baixo Jacuí, e Guaíba. A realização da batimetria integra o conjunto de ações do Eixo Diagnóstico do Plano Rio Grande. Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é um programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.
Análise integral dos leitos
A forma como o levantamento está sendo conduzido é inédita, pois contempla a análise integral do leito dos rios. Com a conclusão dos estudos e a aplicação da modelagem hidrodinâmica, será possível avaliar, de maneira precisa, se intervenções como dragagem poderão contribuir para melhorar o fluxo hídrico como um todo.
Os resultados foram apresentados pelo governador Eduardo Leite, pelo vice-governador Gabriel Souza e pela titular da Sema, Marjorie Kauffmann. Os estudos têm como objetivo mapear o fundo dos rios para qualificar o conhecimento técnico sobre os sistemas hídricos do Estado e subsidiar ações de prevenção e gestão de riscos.
A secretária Marjorie Kauffmann destacou a relevância dos estudos para o planejamento de longo prazo. “Estamos avançando na construção de um Rio Grande do Sul mais resiliente aos eventos climáticos extremos, com base em dados técnicos qualificados. Esse é um trabalho estruturante, que exige continuidade e integração entre diferentes áreas do conhecimento”, afirmou.
Iniciado em julho de 2025, o trabalho de batimetria nos blocos prioritários encontra-se em fase final de execução. A técnica consiste na medição do relevo e da profundidade dos corpos hídricos, gerando informações essenciais para a modelagem hidrodinâmica. Esses dados permitem simular cenários de eventos críticos, identificar áreas de risco, elaborar manchas de inundação e orientar o planejamento de redes de monitoramento e alerta.
Andamento da batimetria em cada um dos blocos prioritários:

Conforme a consolidação dos resultados, a equipe técnica da Sema disponibiliza os dados no Portal da Infraestrutura Estadual de Dados Espaciais (IEDE). O objetivo é ampliar o acesso às informações, possibilitando o debate com especialistas e a comunidade científica, além de subsidiar municípios e órgãos de Defesa Civil na atualização de planos de contingência.
Resultados preliminares confirmam estabilidade dos rios
No Delta do Jacuí, a análise considerou o cruzamento de dados de levantamentos realizados em 2013, 2015 e no período de 2025/2026. Foram avaliadas mais de dez seções batimétricas, consolidadas em cinco pontos de controle. Os resultados apontam alta similaridade entre os levantamentos, indicando estabilidade no fundo do rio e ausência de processos relevantes de erosão ou assoreamento ao longo do período analisado.

Conforme a consolidação dos resultados, a equipe técnica da Sema disponibiliza os dados no Portal da Infraestrutura Estadual de Dados Espaciais (IEDE). O objetivo é ampliar o acesso às informações, possibilitando o debate com especialistas e a comunidade científica, além de subsidiar municípios e órgãos de Defesa Civil na atualização de planos de contingência.

Resultados preliminares confirmam estabilidade dos rios
No Delta do Jacuí, a análise considerou o cruzamento de dados de levantamentos realizados em 2013, 2015 e no período de 2025/2026. Foram avaliadas mais de dez seções batimétricas, consolidadas em cinco pontos de controle. Os resultados apontam alta similaridade entre os levantamentos, indicando estabilidade no fundo do rio e ausência de processos relevantes de erosão ou assoreamento ao longo do período analisado.
No Lago Guaíba, a metodologia seguiu o mesmo padrão, com base na comparação entre séries históricas de 2013, 2015 e 2025/2026. A análise de seções batimétricas, consolidadas em dois pontos de controle, também não identificou alterações significativas no leito, reforçando a estabilidade observada.
Novos levantamentos batimétricos anunciados
Durante o evento, também foi anunciada a realização de estudos batimétricos na Lagoa dos Patos, coordenados pelo governo do Estado, após assinatura de um instrumento de transferência com a Caixa Econômica Federal. O investimento de R$ 25,5 milhões será destinado a medições detalhadas do relevo submerso e à geração de dados precisos sobre o comportamento do fluxo de água, especialmente durante eventos extremos. O recurso é oriundo do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece), verba do Governo Federal, e os trabalhos serão acompanhados pela equipe da Sema.
Além disso, o Estado anunciou uma nova etapa de estudos de batimetria nas lagoas e rios do Litoral Norte e do Alto Jacuí, com investimento de R$ 7,8 milhões provenientes do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). A contratação permitirá cobrir integralmente a Bacia Hidrográfica do Litoral Norte e avançar na conclusão dos estudos na Bacia Hidrográfica do Guaíba.
As iniciativas integram o esforço do governo do Estado para qualificar o diagnóstico hidrológico e fortalecer a gestão dos recursos hídricos, com foco na prevenção e mitigação de riscos associados a eventos climáticos extremos.
Fonte: Correio do Povo


