
Dezoito pessoas foram presas na Operação Interface, deflagrada no Rio Grande do Norte e Mato Grosso, nesta terça-feira, contra suspeitos de causar prejuízo de R$193 mil a uma empresa em Canoas, na Região Metropolitana. Os bandidos fizeram um perfil falso do chefe da corporação, enganando a assistente financeira dele.
O crime ocorreu ao longo de dois dias, em fevereiro do ano passado. De acordo com a 3ª DP de Canoas, à frente da ofensiva, além do município, o bando também fez vítimas em outros estados, sempre aplicando o chamado Golpe do Falso Empresário.
“Criminosos contataram a funcionária no WhatsApp, utilizando a foto do presidente da empresa para induzi-la a fazer transferências bancárias. Ela, ao acreditar que recebia instruções legítimas do patrão, acabou enviando valores a contas ligadas aos golpistas. Essa assistente era de extrema confiança do empresário”, afirma a titular da 3ª DP de Canoas, Luciane Bertoletti.
Segundo a delegada, parte dos investigados soma antecedentes por tráfico de drogas e estelionato, entre outros delitos, sendo vinculados a facções. Um dos suspeitos já estava recolhido no sistema prisional, onde atuava com celulares.
“Os golpistas estudam a estrutura das empresas, identificando executivos e funcionários com acesso ao setor financeiro. Através de vazamento de dados e engenharia social, conseguem nomes e informações públicas para criar perfis falsos extremamente convincentes”, alerta Luciane Bertoletti.
Bertoletti orienta que empresas adotem protocolos de confirmação, especialmente em relação a pagamentos de valores expressivos. “Toda a movimentação financeira deve se validada por mais de um canal de comunicação e, de preferência, por contato direto com o responsável da demanda.”