
O ex-deputado Alexandre Ramagem (PL) foi preso nos Estados Unidos pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA). A informação foi confirmada pela Polícia Federal.
Segundo apurou o R7, o político foi preso enquanto tentava comprar um carro usando um passaporte que havia sido cancelado. Ramagem chegou ao país usando um documento a nível diplomático que já estava suspenso pelo Ministério das Relações Exteriores.
A reportagem também apurou que ele pode ser deportado a qualquer momento pelo fato de não ter um passaporte válido. O R7 tenta contato com a defesa de Ramagem.
Pedido de asilo político
Depois que chegou aos Estados Unidos, Ramagem abriu um pedido de asilo político. Ao R7, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que a solicitação está em um “estágio bem avançado”.
Esse pedido pode influenciar na decisão dos EUA de deportar ou não o ex-deputado, visto que o país pode interpretar que Ramagem atuou com “boa-fé” e permitir que ele continue nos Estados Unidos durante a avaliação do caso.
Contudo, caso o pedido seja desconsiderado, Ramagem pode ser deportado e voltar ao Brasil. Esse caminho é o defendido por investigadores que atuam no caso, pois teria um desfecho mais rápido do que um processo de extradição.
De diretor da Abin a foragido
Ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no governo de Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem foi condenado no ano passado a 16 anos de prisão por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
Em outubro de 2025, ele fugiu do país usando um passaporte diplomático. Segundo a Polícia Federal, o ex-parlamentar saiu do Brasil pela Guiana e não passou por pontos de fiscalização, contando com a ajuda de um grupo de indivíduos, inclusive o filho de um garimpeiro, que foi preso.
Em 18 de dezembro, a Mesa Diretora da Câmara cassou o mandato de Ramagem, apesar do pedido dele de manter o posto.
Extradição
No fim de janeiro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o governo brasileiro havia formalizado o pedido de extradição de Ramagem junto aos Estados Unidos.
A medida atendeu a uma solicitação do ministro Alexandre de Moraes, que também determinou a inclusão do nome do ex-deputado na lista da Interpol.
Segundo a pasta, o pedido foi entregue pela embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado americano no dia 30 de dezembro de 2025.
Fonte: R7