
Uma denúncia anônima mobilizou a Polícia Civil e integrantes da Brigada Militar nas buscas pelos corpos da família Aguiar no começo da tarde desta terça-feira. As autoridades se deslocaram até a rua de Paquetá, em Canoas, onde estariam os cadáveres.
O local tem área extensa de mata e conta com um banhado. Agentes e PMs estão na região desde antes do meio-dia e agora aguardam a chegada dos cães farejadores para iniciarem as buscas.
Silvana Germann de Aguiar e os pais dela, Isail e Dalmira, estão desaparecidos desde 25 de janeiro deste ano. O policial militar Cristiano Domingues Francisco foi acusado de matar a ex-esposa Silvana, além do sogro e da sogra.
Domingues ingressou na corporação em 2009. Estava lotado na 3ª Companhia do 15º BPM, em Canoas, com vencimentos de R$ 6,9 mil e carga de 12 horas de serviço. Antes disso, atuava no 24º BPM, de Alvorada. Preso preventivamente desde o dia 10 de fevereiro no Batalhão de Polícia de Guarda (BPG), em Porto Alegre, está afastado de suas funções.
O PM é acusado de duplo feminicídio, homicídio, ocultação de cadáver, furto, abandono de incapaz, fraude processual, falsidade ideológica e associação criminosa. Segundo o promotor Caio Isola de Aro, à frente da denuncia, disputas relacionadas a guarda do filho de nove anos, fruto do antigo casamento entre Silvana e Cristiano, seriam a motivação dos crimes.
O advogado Jeverson Barcellos, que faz a defesa do PM, já reforçou em outras ocasiões que seu cliente nega envolvimento com as mortes. O espaço permanece aberto para manifestações.
Fonte: Correio do Povo


