
A Corsan, novamente, antecipou medidas de contingência diante dos alertas de chuva intensa e da possibilidade de elevação do nível dos rios nos próximos dias, episódios cada vez mais frequentes no Rio Grande do Sul. Equipes técnicas e operacionais estão mobilizadas em campo, equipamentos foram preparados e os sistemas de abastecimento são acompanhados continuamente para reduzir os impactos de uma eventual cheia sobre a população, especialmente no Vale do Taquari, onde os prognósticos exigem maior atenção.
O trabalho segue o plano de contingência da companhia para eventos climáticos e considera as características e vulnerabilidades de cada sistema. A estrutura de gerenciamento de crise está mobilizada, com acompanhamento dos alertas meteorológicos e hidrológicos e dos níveis dos rios e reservatórios, além de verificações preventivas nas captações, sistemas de bombeamento e estações de tratamento de água.
“Cada evento nos traz aprendizados e amplia nossa capacidade de preparação. Estamos antecipando cenários, mobilizando pessoas e recursos e olhando individualmente para os pontos mais vulneráveis de cada sistema. Nosso objetivo é responder com rapidez e reduzir, sempre que possível, os impactos sobre o abastecimento”, afirma Samanta Takimi, presidente da Corsan.
Um dos pontos de atenção durante as cheias é a chegada de grande quantidade de resíduos aos rios e o aumento da turbidez da água, condições que podem interferir na captação e no processo de tratamento. Por isso, as equipes atuam preventivamente na proteção e manutenção das estruturas e na preparação de alternativas operacionais.
Em cidades do Vale do Taquari que exigem maior atenção diante das projeções atuais, como Bom Retiro do Sul, a Corsan prepara equipamentos adicionais para reforçar a segurança da produção de água. Bombas reservas e estruturas de içamento também estão previstas para permitir, se necessário, a alteração do ponto de captação conforme o comportamento do Rio Taquari. As equipes trabalham ainda na instalação e validação de crivos de proteção para reduzir a entrada de resíduos na captação. Os poços poderão ser acionados ou desativados conforme a evolução do nível das águas e as condições de segurança de cada estrutura.
Outra frente de contingência é a energia elétrica, essencial para o funcionamento das estruturas de captação, bombeamento e tratamento. Samanta disse que a Corsan mantém contato com as concessionárias para acompanhar eventuais impactos das condições climáticas sobre o fornecimento e agilizar a resposta em pontos essenciais ao abastecimento. Geradores também são mobilizados, quando necessário.
“As ações preventivas estão sendo realizadas nos diferentes sistemas da companhia e serão ajustadas conforme a evolução das condições meteorológicas e hidrológicas”, frisou. Segundo ela, durante todo o período de alerta, o monitoramento será intensificado e as equipes permanecerão mobilizadas para antecipar ocorrências e direcionar recursos aos pontos de maior necessidade.
Fonte: Correio do Povo


