
O comércio de Porto Alegre projeta um prejuízo de R$ 603 milhões com os feriados programados para o ano de 2026, o que equivale entre 1,2% a 1,3% do faturamento anual projetado para o setor na capital. Os dados foram levantados pelo Sindilojas da capital, considerado como um impacto pequeno no contexto anual e indicando que o setor como um todo absorve bem essas pausas, com compensações em fins de semana adjacentes, e-commerce e setores essenciais.
“No entanto, o efeito é mais significativo no nível microeconômico: lojistas individuais, especialmente de comércio de rua, shoppings e segmentos como vestuário, calçados, móveis e eletrodomésticos, sentem maior pressão, pois dependem fortemente do fluxo diário. A estimativa reforça a importância de estratégias como planejamento de estoques e promoções em datas próximas aos feriadões”, comenta Rodrigo de Assis, economista da entidade.
Segundo ele, Porto Alegre concentra uma fatia maior do varejo que sua proporção populacional (entre 13 e 14% do RS), devido a fatores estruturais. O setor representa cerca de 12% dos estabelecimentos comerciais e 16% dos empregos formais no comércio estadual. “A capital apresenta maior densidade econômica, consumo per capita elevado e concentração de shoppings e comércio de rua. O setor tem uma participação estimada entre 18% e 20% do faturamento estadual.
Uma estimativa parte do estudo da FecomercioSP projeta perdas de R$ 17 bilhões para o varejo paulista em 2026, equivalentes a aproximadamente 1,1% do faturamento anual projetado do setor no estado. Essa porcentagem reflete o impacto líquido dos feriados: redução de fluxo de clientes em dias úteis com lojas fechadas ou movimento menor, especialmente em bens duráveis e semiduráveis. Há compensações parciais em setores como supermercados (que frequentemente abrem) e e-commerce. Como os feriados nacionais são iguais em todo o Brasil (12 em dias úteis + 4 pontes em 2026), o percentual de 1,1% serve como base estrutural sólida para projeções em outras regiões.