
O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio Feoli, vai ser transferido à reserva da instituição no próximo dia 15 de fevereiro. A transferência ocorrerá de maneira compulsória, após o oficial completar 35 anos de serviço, conforme estabelece o regramento da corporação. O coronel Luigi Gustavo Soares Pereira, atual chefe do Estado-Maior da BM, é o mais cotado como substituto.
Feoli assumiu o mais alto cargo da BM em 2022. Em sua avaliação, após quatro anos de comando, deixa o posto com herança de avanços na estrutura da tropa e nas condições de enfrentamento ao crime.
“Conseguimos planejar e executar uma série de ações, como a aquisição de equipamentos, com o esforço do Executivo Estadual. Atualmente, a BM dispõe de armamento de ponta quando comparada com qualquer outra força policial no mundo. Recentemente estive em Nova Iorque, onde os profissionais da segurança ficaram impressionados com os fuzis e pistolas que utilizamos em território gaúcho. Foram quatro anos de evolução constante, com margem para avançarmos ainda mais no uso de drones no policiamento. Já utilizamos a tecnologia, mas creio que é possível avançarmos ainda mais, aprimorando ações de combate aos atos delituosos”, ponderou o coronel Feoli.
Além da compra de armamento, o comandante-geral da BM ainda destaca que houve aumento no número de cursos de qualificação. Também aponta as decisões colegiadas como outro diferencial de sua gestão.
“Nunca se promoveu tantos cursos. Anualmente, mais de 7 mil PMs passaram por graduações e especializações. Somado a isso, conseguimos sair da tríade de comando, em decisões na tomada compartilhada com todos os coronéis. Tudo o que fizemos foi parte de um colegiado. Garanto que a BM está estruturada e esquematizada para manter a segurança dos gaúchos”, afirmou Cláudio Feoli.
Fonte: Marcel Horowitz / Correio do Povo