
O Banco Central vai agir com “firmeza” no caso de serem materializados efeitos para a economia por conta de choques de oferta, em meio à forte volatilidade dos preços do petróleo por conta do conflito militar no Oriente Médio. Esta e a tônica do conteúdo da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira, 11.
“Choques de oferta têm exercido influência relevante tanto sobre a trajetória recente da inflação quanto sobre sua trajetória prospectiva. O Copom avalia que não deve reagir aos efeitos primários de choques dessa natureza, mas que é necessário monitorar com atenção eventuais efeitos de segunda ordem, e reagir com firmeza caso esses efeitos se materializem”, menciona o documento.
O Banco Central definiu pelo corte da taxa básica juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, deixando o caminho em aberto para as próximas reuniões em meio a uma melhora no cenário corrente, mas argumentou que manterá “a restrição adequada” para assegurar a convergência da inflação à meta.
A ata destaca que o veredito das próximas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) vai depender da evolução dos indicadores econômicos com a intenção de “manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.


