
Um espelho que identifica frequência cardíaca, respiração e nível de oxigênio sem encostar no corpo. Agentes de inteligência artificial que atendem, vendem e negociam pelo WhatsApp. Um rack com servidores resfriados por imersão em líquido. Sistemas capazes de identificar um ataque cibernético e isolar um dispositivo comprometido. Robôs conectados por 5G, monitoramento remoto de fibras ópticas e ferramentas que criam conteúdo em tempo real completam o conjunto de tecnologias que o público poderá conhecer de perto no Futurecom 2026.
A edição de 2026 reúne mais de 30 mil visitantes, 300 marcas expositoras, mais de 25 mil m² de área, 400 palestrantes e 93 horas de conteúdo. A programação aborda inteligência artificial, economia de dados, infraestrutura digital e cloud, segurança, soberania e regulação, conectividade, indústrias digitais, esportes e entretenimento.
Entre as experiências com maior destaque visual está o espelho inteligente, que combina inteligência artificial e análise de imagens do rosto para identificar sinais como frequência cardíaca, respiração e nível de oxigênio no sangue sem contato físico. Também será apresentado um robô quadrúpede com tecnologias embarcadas associadas ao 5G.
A inteligência artificial também ganha uma demonstração prática no atendimento ao cliente. Agentes conversacionais poderão realizar tarefas que vão do primeiro contato à venda, negociação, registro de informações no CRM e transferência para um atendente humano. A tecnologia mostra uma mudança importante na relação entre empresas e consumidores, com sistemas de IA assumindo etapas cada vez mais complexas da jornada. Outro destaque está na infraestrutura que sustenta a expansão da inteligência artificial. Um rack de resfriamento por imersão permitirá visualizar servidores operando dentro de um líquido, que combina energia solar e refrigeração por imersão.
APLICAÇÕES
A segurança digital também sai do discurso e entra em ação. Ferramentas de inteligência artificial demonstrarão como identificar ameaças, acompanhar movimentações de invasores e isolar dispositivos comprometidos. Em paralelo, sistemas de observabilidade cruzarão informações de redes e data centers para identificar eventos, priorizar incidentes e apoiar respostas mais rápidas. As redes ópticas completam esse conjunto de experiências. Equipamentos capazes de testar fibras e localizar remotamente pontos de ocorrência mostram como o monitoramento pode reduzir o tempo de diagnóstico e tornar a operação de redes mais eficiente.
As aplicações apresentadas pelas marcas também ajudam a colocar em perspectiva algumas das principais discussões do setor. Elisa Pereira aborda a evolução da IA agêntica e dos agentes autônomos e seus impactos sobre os processos de negócios. Paulo Rufino participa de debates sobre tecnologias emergentes, inteligência artificial e computação quântica, enquanto Hugo Rodrigues discute a relação entre inteligência artificial e negócios.
A programação também aproxima tecnologia e alta performance. No eixo de e-sports, especialistas discutem a infraestrutura que sustenta as grandes competições profissionais, com redes de baixa latência, cloud, edge computing, estabilidade e capacidade de processamento.

