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Ala do PL defende ‘oposição total’ a Lula e quer candidatura própria à presidência da Câmara

Marinho vai disputar presidência do Senado com aval de Valdemar; PL ainda não decidiu pela Câmara Foto: Divulgação/PL

Uma ala do PL defende que o partido adote uma estratégia de oposição total ao governo Lula e lance candidatos às presidências da Câmara e do Senado. A proposta é defendida por um grupo de parlamentares ouvidos pela coluna e tem apoio especial de deputados eleitos senadores a partir de 2027. A avaliação é de que a disputa pelo comando possa marcar uma posição crítica do partido ao Planalto, mesmo com a chance de derrota política.

No Senado, o partido já definiu o atual líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), como candidato à presidência da Casa. A candidatura tem como uma de suas principais bandeiras o avanço de pautas defendidas por aliados, como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e de marcar a posição do Congresso frente ao STF (Supremo Tribunal Federal). Marinho deverá enfrentar Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que buscará a reeleição. O senador também prevê tentar um acordo com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também sinaliza entrar na disputa.

A candidatura de Marinho recebeu o aval do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o apoio de congressistas eleitos, mas na Câmara a estratégia ainda divide a bancada. Uma ala defende o lançamento de um candidato próprio contra Hugo Motta (Republicanos-PB), como forma de reforçar o posicionamento de oposição do partido. Outra considera mais vantajoso apoiar a reeleição do atual presidente da Casa.

Entre quem está a favor de Motta, a avaliação é de que o acordo poderia garantir ao PL a manutenção de espaço na distribuição das comissões e até na composição da Mesa Diretora, da qual o partido já faz parte. Atualmente, a primeira vice-presidência da Câmara é ocupada pelo deputado Altineu Côrtes (PL-RJ). Ele é um dos nomes cotados para disputar o comando da Casa pelo PL, assim como o atual líder do partido, Sóstenes Cavalcante, também do Rio.

A decisão final deverá ser avaliada em um encontro com deputados eleitos, na próxima semana. O encontro está previsto inicialmente para o próximo 11 de novembro.

Fonte: R7

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