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Trensurb assina ordem de serviço para reconstrução do Aeromóvel

Foto: Chico Lisboa / Ministério das Cidades / Divulgação

A ordem de início dos serviços para reconstrução do Aeromóvel da Trensurb foi assinada nesta quarta-feira (23), em ato na Estação Aeroporto, em Porto Alegre. O Aeromóvel está fora de operação desde as enchentes de maio de 2024.

O documento formaliza o primeiro contrato da obra, de R$ 9,9 milhões, com a empresa Aerom Sistemas de Transporte. O investimento total previsto, incluıdo no Novo PAC de Mobilidade Urbana, eˊde R$ 40 milhões.

Com tecnologia 100% nacional e movido a propulsão pneumática, o Aeromóvel liga a Estação Aeroporto da Trensurb ao Terminal 1 do Aeroporto Salgado Filho. São 814 metros percorridos em cerca de 2 minutos e meio, sem cobrança adicional para o usuário. Entre 2013 e 2024, foram mais de 7,7 milhões de passageiros transportados.

O sistema foi interrompido no dia 3 de maio de 2024, quando as águas atingiram as salas técnicas. No Terminal 1, o nível chegou a 1,48 metro e na Estação Aeroporto, a 1,18 metro, causando danos nos equipamentos de propulsão, controle, comunicação e eletrificação.

A reconstrução prevê a recomposição desses equipamentos, reforma das salas técnicas e a elevação das estruturas para reduzir o risco em caso de novas inundações. O prazo de execução é de 12 meses.

Para o diretor-presidente da Trensurb, Nazur Garcia, a obra fecha um ciclo de recuperação da empresa após a enchente.
“Começa a cicatrizar aquela última ferida que a gente tinha, que a sociedade via de um equipamento nosso parado, que era a linha do Aeromóvel”, afirmou Garcia.

Segundo ele, o projeto também vai permitir incorporar avanços tecnológicos ao sistema, que opera há mais de uma década.
O secretário nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Marcos Daniel dos Santos, que participou da assinatura ao lado do CEO da Aerom, Marcus Coester, destacou que a retomada faz parte da reconstrução do Estado e da necessidade de tornar as cidades mais resilientes.

“Não tem como pensar em boas cidades e cidades resilientes se a gente não investir em transporte público coletivo”, disse.

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