
A defesa de Rosângela de Fátima de Oliveira de Sales, 66 anos, que julgada duas vezes por envenenamento do ex-companheiro, em Passo Fundo, aponta ausência de laudo toxicológico na acusação. Absolvida no último dia 10 de setembro, ela já havia sido inocentada em 2024, mas teve a sentença anulada na ocasião.
Os advogados Jaqueline do Amaral Wittmann e Matheus da Silva Antunes, que defenderam a ré, destacam que o ex sofreu efeitos de radiação ionizante, que afeta pacientes de radioterapia. Ademais, o homem, 94 anos, sobreviveu.
“Para a acusação, um quebra-cabeça incompleto basta para condenar. Já para a defesa, entretanto, a justiça exige precisão, com cada peça em seu devido lugar”, afirma Jaqueline Wittmann.
Também conforme a advogada, a decisão encerra quase dez anos de processo. Afinal, no período, a então acusada chegou a receber o apelido “viúva negra”, lamenta a defensora.
“Dona Rosângela foi submetida a desgastes e impacto emocional. Ela passou por exposição imensa ao longo dos anos, o que reforça a urgência e o valor de uma defesa firme, resguardando sua dignidade diante de tanta dor”, enfatiza Jaqueline Wittmann.
Fonte: Marcel Horowitz

