
Um grupo suspeito de liderar um esquema de comercialização clandestina de medicamentos falsificados e contrabandeados na Região Metropolitana foi alvo da Operação Última Dose, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira. A ação é coordenada pela delegada da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, Luciane Bertoletti.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão contra os integrantes a rede, investigada pela venda de canetas emagrecedoras trazidas ilegalmente do Paraguai.
Conforme a Polícia Civil, a investigação começou após uma denúncia anônima. As diligências identificaram uma estrutura que atuava em diferentes municípios da Região Metropolitana, desde o transporte dos produtos a partir da fronteira até a distribuição aos consumidores.
Os investigadores apontam que os produtos eram comercializados sem controle sanitário ou fiscalização dos órgãos de saúde. As buscas desta sexta-feira tiveram objetivo de localizar novos lotes de medicamentos, documentos, aparelhos eletrônicos e possíveis valores em dinheiro obtidos com a atividade investigada.
Entre os principais alvos estão um casal apontado como articulador da venda e das entregas na região. Segundo a Polícia Civil, os dois planejavam viajar para a Europa nos próximos dias. Diante do risco de fuga e da possibilidade de prejuízo à investigação, a corporação solicitou a prisão temporária dos suspeitos, medida autorizada pela Justiça.
Os investigados poderão responder pelos crimes de falsificação, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, além de associação criminosa.
Segundo a delegada Luciane Bertoletti, a comercialização clandestina desses produtos representa risco à saúde dos consumidores. “Quem compra esse tipo de produto na internet ou de fornecedores clandestinos está colocando a própria vida em risco, pois o conteúdo dessas canetas pode conter contaminações graves, doses letais ou simplesmente não ter efeito terapêutico”, afirmou.
A delegada disse ainda que a operação busca proteger os consumidores e responsabilizar os envolvidos na comercialização dos produtos.
Fonte: Correio do Povo

