
O prefeito de Canguçu, Arion Braga, decretou situação de emergência no município do Sul do Estado, devido aos danos causados pelo excesso de tempestades nesta semana. Os prejuízos foram registrados tanto na área urbana como na rural, atingindo casas, escolas, estradas, pontes, pontilhões e bueiros. O decreto considera os levantamentos feitos pela Defesa Civil do município, além de relatórios da Secretaria Municipal de Transportes, Estratégias Rurais e Logística e do Relatório Social elaborado pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social, Assistência, Desenvolvimento Humano e Políticas.
Segundo Braga, a prefeitura segue com os levantamentos, pois a chova não dá trégua no município. Na madrugada desta quinta-feira, mais uma vez ocorreu uma chuva de granizo que causou novos prejuízos. “A cada noite aumentam os danos. Somente hoje (até as 9h30min desta quinta-feira), já são mais de 20 chamados atendidos”, enumerou.
Ele conta que o atendimento é paliativo devido à persistência das condições climáticas adversas. “Estamos levando lonas para as pessoas, pois não tem como subir em telhados com chuva. Temos que esperar secar para poder fazer algo de fato. São mais de 300 milímetros desde segunda-feira”, lamentou.
Na zona rural, onde residem mais de 60% da população, há prejuízos de grandes proporções à infraestrutura viária, elétrica e residencial, bem como à produção agropecuária e com milhares de alunos impedidos de acesso às escolas em razão da precariedade das estradas e pontes danificadas. A Emater estima em R$ 362,4 mil as perdas agrícolas decorrentes dos ventos e das chuvas torrenciais, incluindo a destruição parcial de quatro estufas de morango e a perda de 168 toneladas de pêssego.
Além de danos às pastagens e às culturas de fumo, trigo e canola, e à malha viária rural. Nas vias da região agrícola, a estimativa é que a recuperação e manutenção de pontes, estradas e bueiros custe mais de R$ 15,1 milhões.
Na educação, 2,7 mil alunos ficaram sem acesso ao transporte escolar, por causa de problemas em pontes e estradas rurais, ocasionando um prejuízo estimado em R$ 105 mil. As escolas rurais estão com as atividades suspensas.
Diversos colégios municipais tiveram danos materiais e estruturais. Com destaque para a Escola Municipal de Ensino Fundamental Oscar Fonseca da Silva que registrou alagamentos em todas as salas, aproximadamente 70 telhas danificadas e destruição completa da cobertura da quadra poliesportiva. O prejuízo estimado é de R$ 500 milhões.
Até esta quinta-feira, 65 famílias, de baixa-renda, haviam registrados danos severos em seus telhados, estimando-se um prejuízo de aproximadamente R$ 2,4 milhões.
Fonte: Angélica Silveira/Correio do Povo


