
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou nesta sexta-feira (7) o balanço dos temporais que atingiram o estado desde o fim da tarde de quinta. Segundo a corporação, 114 municípios já reportaram danos em casas e na infraestrutura pública. O número ainda pode subir, já que muitas localidades seguem sem internet e energia para enviar os dados.
Até o momento foi confirmada uma morte em Montenegro. Um motociclista de cerca de 30 anos morreu na ERS-124 após ser atingido por uma árvore que caiu por causa dos ventos. Outras 5 pessoas ficaram feridas. Duas seguem hospitalizadas: um motociclista em Novo Hamburgo e um policial militar em Osório. Em Dom Feliciano, três pessoas se feriram com a queda de uma estrutura de feira. Uma permanece no hospital e duas já tiveram alta.
O pico de desalojados chegou a 2.306 pessoas na noite de quinta. Agora são cerca de 2.300. Não há registro de desabrigados em abrigos públicos. A maioria foi para casa de familiares ou ficou no imóvel cobrindo os danos com lonas. As regiões mais afetadas foram o Vale do Rio Pardo, com mais de 140 casas destelhadas em Rio Pardo, a Região Metropolitana, com Sapiranga e Novo Hamburgo registrando mais de 100 imóveis danificados cada, além da região Central e do Sul do estado.
Sobre a intensidade do evento, a tenente-coronel Ana Maria Hermes, diretora do Centro de Operações, disse que o temporal ficou dentro do previsto pelos modelos meteorológicos. “O nosso estado estava com grau de criticidade severo para as regiões Sul-Oeste e Campanha e para as demais regiões com o grau de severidade muito alto. Então, ela é compatível com o cenário prospectado e realmente nós temos um número de relatos de ocorrência”, afirmou. Ela disse também que o balanço segue em atualização.
Cerca de 45 mil clientes seguem sem energia elétrica no RS. No pico do evento esse número chegou a 250 mil. A Defesa Civil já iniciou o envio de ajuda aos municípios que decretaram emergência, com telhas, lonas e água potável. Entre a tarde de quinta e a madrugada de sexta foram enviados 33 alertas para áreas de risco.
Na Região Metropolitana e em Porto Alegre foi usada a tecnologia Cell Broadcast. Para a tenente-coronel, os alertas ajudaram a reduzir vítimas. “Com certeza o nosso alerta chegou às pessoas e aquelas que não precisavam se deslocar puderam se manter abrigadas. Recebemos muitos reportes positivos da oportunidade do envio do alerta”, destacou Ana Maria Hermes.
Fonte: Eduardo Souza / Rádio Guaíba


