
O candidato do Partido Novo, Romeu Zema, disse hoje, que vai combater a criminalidade e acabar com a corrupção no Brasil, caso seja eleito em outubro. Em entrevista nos estúdios da Rádio Guaíba, Zema destacou que suas prioridades são promover um choque ético e moral no Brasil, combater a suposta “gastança do Lula e do PT” e combater a criminalidade. Ao lado do deputado Marcel van Hattem (Novo), Zema disse ser o pré-candidato que mais tem criticado a corrupção que ocorre em Brasília. Para ele o País precisa de um presidente que não possa ser chantageado por ninguém. Destacou que os integrantes do Partido Novo são todos ficha limpa e que buscará um vice ético que possa oferecer um bom tempo de representação no rádio e TV durante o período de propaganda eleitoral.
Ele também falou que o Bolsa Família é um programa importantíssimo no Brasil, mas que está produzindo uma geração de imprestáveis. Romeu Zema propôs que quem sair do Bolsa Família e conseguir um emprego com carteira assinada receberá cinco mil reais. Ele disse que “hoje temos milhões de marmanjos que se recusam a ter um emprego formal” e que é preciso mudar isso.
Ao ser questionado sobre a relação com os Estados Unidos, Zema criticou o presidente Lula por ter se aproximado de países como Venezuela, Cuba e Irã, que são opositores dos Estados Unidos. Destacou que quando começou o tarifaço no ano passado, “Lula ficou sentado na cadeira e não foi para a mesa de negociação“.
Sobre a dívida do governo gaúcho com a União, Zema disse que conhece muito bem esse problema porque Minas Gerais tem uma dívida tão grande como o Rio Grande do Sul. Com a mudança do regime de cobrança a situação foi amenizada, mas os dois estados são os que mais exportam e ajudam na balança comercial e isso não está sendo visto pela União. Disse que temos uma série de empresas brasileiras indo para o Paraguai por conta do peso dos impostos no Brasil.
Sobre a questão produtiva, Zema disse que o governo petista nunca apoiou devidamente o agronegócio. Disse que se for eleito dará apoio ao produtor rural, que segundo ele carrega o País nas costas. Ele também quer combater o crime organizado com o maior poder de fogo possível. Zema disse que vai declarar as facções criminosas como organizações terroristas e que vai fazer aqui no Brasil mais do que foi feito recentemente em El Salvador. Para ele é preciso mudar as regras, aumentar as penas e colocar bandido atrás das grades. Zema afirmou que será construído um superpresídio na Amazônia em um lugar onde ninguém terá acesso, para acabar com a bandidagem.
Fonte: Luis Tósca/Rádio Guaíba


