
A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (8) uma operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado. Segundo o advogado de Bolsonaro, João Henrique de Freitas, a ação, determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro, mas nada foi encontrado.
A operação ocorre no âmbito do caso envolvendo as armas registradas no nome do ex-presidente, que, por determinação de Moraes, deveria ter todos os itens recolhidos pelo Exército. Entretanto, nesta segunda-feira (6), os militares informaram que uma pistola e espingarda de Bolsonaro não estavam no batalhão.
Segundo informações obtidas pela RECORD, os agentes chegaram à residência de Bolsonaro pouco antes das 7h da manhã. Freitas acompanhou a ação após ser avisado pela equipe de segurança.
Durante a operação, os policiais chegaram a entrar no quarto da filha mais nova do Bolsonaro, a Laura. Entretanto, de acordo com o advogado, a equipe não foi truculenta.
A determinação do ministro ao Exército ocorre após a PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) apreender, com o agente do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Estácio Leite da Silva Filho, uma pistola de Bolsonaro durante uma blitz na região administrativa de Taguatinga, no Distrito Federal.
No caso, investigado pela Polícia Civil do DF, os policiais concluíram que não houve cometimento de crime por parte do ex-presidente. Os investigadores confirmaram, junto ao Exército, que a arma possuía registro válido e que não havia impedimentos para que Bolsonaro a mantivesse em sua residência.
Fonte: R7


