
As carteiras de renda fixa de menor prazo voltaram a se destacar em maio tanto entre os títulos públicos quanto corporativos. O principal destaque foi o IDA-DI, composto por debêntures indexadas à taxa diária DI, que registrou alta de 1,82% no mês e superou o desempenho médio das debêntures no período (1,03%), medido pelo IDA (Índice de Debêntures Anbima).
“Depois de um abril mais favorável ao risco, maio trouxe um investidor mais cauteloso e menos disposto a se expor à volatilidade. Esse comportamento tem se repetido ao longo do ano, com janelas curtas em que o mercado alterna momentos de maior exposição ao longo prazo e outros de busca por proteção. É um reflexo direto das incertezas persistentes nos cenários local e internacional”, afirma Marcelo Cidade, nosso economista. Enquanto isso, as debêntures remuneradas pela inflação fecharam o mês próximas a zero. O IDA IPCA Ex-Infraestrutura, que replica papéis sem incentivo fiscal, subiu 0,80% em maio. Já o IDA IPCA Infraestrutura, que acompanha as debêntures incentivadas, teve ganho de 0,16% no mês.
Na dívida pública, maio também foi mais desafiador para os papéis indexados à inflação. O IMA-B 5+, composto por NTN-Bs com vencimento acima de cinco anos, recuou 0,20% no mês. Já o IMA-B 5, que reúne NTN-Bs com vencimento de até cinco anos, avançou 0,97%. O principal destaque entre os títulos públicos foi o IMA-S, que acompanha as LFTs (títulos pós-fixados atrelados à taxa básica de juros) e tem duration de apenas um dia. O índice encerrou maio com alta de 1,09%.
Entre os prefixados, o IRF-M 1, que reúne títulos com prazo de até um ano, teve valorização de 1,07% no mês. Já o IRF-M 1+, de composto por papéis com vencimento acima de um ano, registrou ganho de 0,52%. No geral, o desempenho médio dos títulos públicos foi de 0,81% em maio, segundo o IMA (Índice de Mercados Anbima). + Confira todos os resultados dos índices no Boletim de Renda Fixa, que será publicado em breve no ANBIMA Data, nossa plataforma gratuita de dados dos mercados financeiro e de capitais.