
A Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) voltou a manifestar preocupação com os efeitos do El Niño sobre o Rio Grande do Sul no último trimestre de 2026 e começo de 2027. A manifestação foi feita durante Assembleia Geral Ordinária (AGO) dos prefeitos da região, em conjunto com a Associação dos Municípios do Vale do Taquari (AMVAT), realizada em Estrela em comemoração aos 150 anos de fundação da cidade. O presidente da entidade, Douglas Martello, voltou a defender a adoção de decretos preventivos por parte dos municípios e a prorrogação do pagamento da dívida do Rio Grande do Sul com a União diante dos riscos.
Durante o encontro, a diretora da empresa Catavento, Natalia Ferreira apresentou os números mais recente, do final de maio, sobre o impacto previsto com o El Niño. Dados baseados nas análises do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) revelam que chega a 70% as chances de um fenômeno forte ou muito forte sobre o Rio Grande do Sul. A Granpal vem trabalhando na formalização de um sistema de monitoramento climático disponível para os municípios da região metropolitana. O objetivo é que todas as cidade participantes do Consórcio tenham acesso aos dados sobre o clima. Hoje, apenas três possuem (Porto Alegre, Canoas e Guaíba).
“Temos a previsão de um El Niño mais forte e chuvas acima da média no Rio Grande do Sul. Precisamos seguir fazendo o acompanhamento para sabermos se as chuvas serão mais distribuídas ou concentradas em um período menor como em 2023 e 2024”, explica a diretora da Catavento. Segundo ela, desde o final de abril a temperatura do Oceano Pacífico se encontro mais elevada que nos anos de 2023 e 2024, com o agravante de um aquecimento excepcional do Atlântico.