
À espera de negociações de paz, agendadas para acontecer neste sábado, no Paquistão, Irã e Estados Unidos tem preocupações quanto ao futuro do Estreito de Ormuz. Segundo a rede Al Jazeera, os iranianos querem uma “mudança de regime” na passagem, entendendo que devem administrar a região. O local segue vigiado, com dez petroleiros que passaram nas últimas horas. Em paralelo, em outro front da guerra, Israel e Líbano trocam ataques, embora os dois países tenham aceitado sentar à mesa para tratar de uma pausa no confronto.
A ideia de uma “administração iraniana” do Estreito de Ormuz é um dos dez tópicos a serem conversados por representantes de Irã e Estados Unidos em Islamabad. A gestão norte-americana tem dito que o local precisa ser aberto imediatamente, uma vez que afeta diretamente a economia de muitas nações no mundo. A sugestão da elaboração de um pedágio para navios foi completamente rejeitada, principalmente por governos europeus.
O Irã aceitou negociar pela paz definitiva, mas quer ressarcimento dos estragos causados por Estados Unidos e Israel. Além disso, o conceito de fim da guerra para os iranianos abrange a ideia de que não sejam mais intimidados e agredidos por americanos e israelenses.
Conforme a rede Al Jazeera, ainda não há cessar-fogo na região entre Israel e Líbano. Os dois países seguem realizando ataques, mas com menos violência. O foco do exército israelense segue sendo o Hezbollah e uma conversa para o fim do conflito só irá adiante se a organização terrorista se entregar por completo.
O governo libanês já ofereceu conversas diretas sobre o assunto, mas o tema gera uma divisão na população. Os dirigentes do Líbano querem conversar por meio de um cessar-fogo, mas não têm muita influência e podem ser obrigados a ceder às exigências de Israel. Nessa quarta-feira, um ataque em larga escala deixou mais de 110 pessoas mortas em Beirute. Ao menos nove bairros foram atacados em algumas horas.
Fonte: Correio do Povo