
O governador Eduardo Leite (PSD) divulgou um vídeo nas redes sociais, nesta manhã, para se manifestar sobre o fato de não ter sido o escolhido do partido como pré-candidato à presidência da República. O PSD vai anunciar oficialmente na tarde desta segunda-feira, em São Paulo, que o seu pré-candidato para a disputa presidencial é o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. No vídeo em que admite a derrota interna, Leite não cita nem uma vez o nome de Caiado. E não parabeniza o companheiro de partido.
Os governadores do RS e de Goiás disputavam a indicação interna do PSD após o preferido do partido, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, desistir da pré-candidatura, na semana passada. Depois da virada do paranaense, Caiado passou a ser apontado como favorito, mas o gaúcho intensificou os movimentos junto a setores empresariais e do mercado financeiro para tentar se viabilizar. Em uma jogada considerada arriscada, Leite anunciou publicamente, depois da desistência de Ratinho, que só a candidatura presidencial o faria deixar o mandato. Sem ela, prometeu ficar no cargo até o final, em janeiro de 2027. O prazo para desincompatibilização vai até 4 de abril.
Na manifestação desta segunda, o governador gaúcho não esconde sua decepção. “Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, como a forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão.” Na sequência, ele critica abertamente a escolha do PSD. “O Brasil está cansado de uma política que aprisiona o debate entre os extremos. E, com toda a franqueza, a decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país. Eu acredito em um outro caminho. Eu acredito em um centro liberal, democrático de verdade. Não como uma posição de conveniência. Mas como compromisso com a conciliação, com o diálogo, com a construção de soluções reais.”
Ao final do vídeo, Leite diz que a política é dinâmica e reforça suas pretensões nacionais. “Jornadas como essa não se encerram com uma decisão partidária. Se não for agora, vai ser logo ali, adiante.”


