
As transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$5,6 bilhões em fevereiro de 2026, ante déficit de US$10,2 bilhões em fevereiro de 2025. Na comparação interanual, a redução no déficit corrente decorreu sobretudo da elevação de US$4,6 bilhões no saldo comercial de bens. O déficit na conta de serviços manteve-se inalterado. O déficit em renda primária cresceu US$117 milhões, para US$5,6 bilhões. A renda secundária somou US$440 milhões, incremento de US$150 milhões. O déficit em transações correntes nos doze meses encerrados em fevereiro de 2026 recuou para US$63,4 bilhões (2,71% do PIB), ante US$68,1 bilhões (2,94% do PIB) no mês anterior e US$79,0 bilhões (3,67% do PIB) em fevereiro de 2025.
O superávit da balança comercial de bens atingiu US$3,5 bilhões em fevereiro de 2026, ante déficit de US$1,1 bilhão em fevereiro de 2025. As exportações de bens totalizaram US$26,4 bilhões, aumento de 14,8% na comparação interanual, e as importações de bens somaram US$22,9 bilhões, redução de 5,1%.
O déficit na conta de serviços totalizou US$3,9 bilhões em fevereiro de 2026, mesmo patamar observado em fevereiro de 2025. Houve altas nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, 4,7%, totalizando US$1,1 bilhão, e de serviços de propriedade intelectual, 46,8%, somando US$950 milhões. Ocorreram reduções nas despesas líquidas de telecomunicação, computação e informações, 4,6%, para US$666 milhões, e de transporte, 18,0%, que somaram US$983 milhões. Outros serviços de negócio registraram receitas líquidas de US$608 milhões, 46,1% maiores que em fevereiro de 2025 (US$416 milhões). As despesas líquidas com viagens internacionais totalizaram US$1,1 bilhão, 49,0% maiores que em fevereiro de 2025, com redução de 15,7% nas receitas (de US$823 milhões para US$694 milhões) e crescimento de 15,3% nas despesas (de US$1,6 bilhão para US$1,8 bilhão).
O déficit em renda primária somou US$5,6 bilhões em fevereiro de 2026, aumento de 2,1% comparativamente ao déficit de US$5,5 bilhões em fevereiro de 2025. As despesas líquidas com juros alcançaram US$1,6 bilhão, redução de 19,8%, e as despesas líquidas com lucros e dividendos totalizaram US$4,1 bilhões, aumento de 13,6%.
Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$6,8 bilhões em fevereiro de 2026, ante US$10,0 bilhões em fevereiro de 2025. Os ingressos líquidos em participação no capital – total somaram US$7,5 bilhões, compreendendo ingressos de US$3,0 bilhões em participação no capital, exceto reinvestimento de lucros, e US$4,4 bilhões em participação no capital – reinvestimento de lucros no Brasil. As operações intercompanhia registraram saídas líquidas de US$698 milhões. O IDP acumulado em 12 meses recuou para US$75,9 bilhões (3,24% do PIB) em fevereiro de 2026, ante US$79,1 bilhões (3,42% do PIB) em janeiro de 2026 e US$78,3 bilhões (3,64% do PIB) em relação a fevereiro de 2025.
Os investimentos em carteira no mercado doméstico registraram, em fevereiro de 2026, ingressos líquidos de US$5,4 bilhões, dos quais US$2,8 bilhões em ações e fundos de investimento e US$2,6 bilhões em títulos de dívida. Nos doze meses encerrados em fevereiro de 2026, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos de US$29,3 bilhões, ante ingressos líquidos de US$24,9 bilhões nos doze meses encerrados em janeiro de 2026 e saídas líquidas de U$5,3 bilhões no acumulado em 12 meses até fevereiro de 2025.
Reservas internacionais
As reservas internacionais somaram US$371,1 bilhões em fevereiro de 2026, aumento de US$6,7 bilhões em relação ao mês anterior. Contribuíram para elevar o estoque de reservas: o retorno líquido de linhas com recompra, US$3,0 bilhões; a variação por preços, US$1,7 bilhão; a variação por paridades, US$928 milhões; e a receita de juros, US$706 milhões.