
O governador Eduardo Leite e equipe apresentaram, nesta quarta-feira (11) em Brasília, um plano gaúcho de irrigação ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. A proposta é financiar o projeto com o adiamento de três anos da dívida com a União, somando cerca de R$ 15 bilhões.
“A ideia é, assim como já estamos fazendo na reconstrução pós-enchente de 2024, transformar em investimento produtivo os recursos que hoje seriam destinados ao pagamento da dívida com a União, ampliando de forma consistente a irrigação no nosso Estado”, escreveu Leite na sua rede social.
Leite já havia adiantado o assunto na sua passagem na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, na terça-feira. Ele lembrou que o Rio Grande do Sul enfrentou quatro estiagens em seis anos, com perdas tanto para produtores como para a economia.
“Estamos falando de cerca de 48 milhões de toneladas de grãos que deixaram de ser produzidas e de um impacto estimado de até R$ 300 bilhões na atividade econômica. Isso afeta renda, arrecadação e oportunidades em todo o Estado.”
Para o governador, esta seria uma “solução estruturante”, já que menos de 5% das áreas de culturas como soja e milho contam com irrigação no RS. “Ampliar essa cobertura significa proteger a produção, reduzir perdas em anos de seca e dar mais estabilidade ao agro gaúcho. Estudos mostram que dobrar a área irrigada pode gerar até R$ 1,4 bilhão a mais por ano em arrecadação estadual em períodos de estiagem severa, além de ampliar também a arrecadação federal.”
Fonte: Correio do Povo