
O tom foi político e de cobranças na solenidade de abertura da 26ª edição da feira Expodireto Cotrijal por soluções para o endividamento dos agricultores e agricultoras do Rio Grande do Sul causadas pelas condições climáticas adversas nas últimas safras.
O presidente da Expodireto Cotrijal, Nei César Manica, saudou os produtores rurais como um todo, mas especialmente os presentes, e manifestou apoio ao protesto intitulado “Luto pelo agro. Se não lutar ele morre”, promovido por um grupo de agricultores e agricultoras que carregou caixão e cruzes para o interior do parque da feira.
Ao destacar tecnologia, inovação e possibilidade de negócios da Expodireto, Manica ressaltou que a feira reúne todos os poderes e instituições para ouvir as necessidades e dificuldades do setor. “Vamos discutir em vários momentos da feira a securitização, o alongamento da dívida”, reforçou Manica.
O segundo a discursar foi o deputado federal Luciano Zucco (PL), pré-candidato a governador do RS e depois, o senador Luis Carlos Heinze (PP). Ambos reforçaram a importância do projeto de apoio aos agricultores de autoria do deputado Afonso Hamm (PP), aprovado na Câmara dos Deputados, e que agora está no Senado.
O vice-governador Gabriel Souza (MDB) falou sobre a tentativa de ocupação de uma área na manhã de hoje por mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) em São Gabriel. Souza afirmou que a reação foi imediata por parte do governo e reforçou que o governo defende a propriedade privada. Ao cobrar presença de ministros de Estado na mesa da abertura da feira, Souza disse que não era um embate, mas um convite ao diálogo.
Fonte: Correio do Povo