
A Prefeitura de Porto Alegre reabriu na manhã de segunda-feira a Casa Viva Maria, espaço de acolhimento destinado a mulheres em situação de violência e seus filhos. O equipamento passou por reforma e reestruturação e agora tem capacidade para receber até 33 pessoas, com atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana.
Integrante da rede municipal de proteção às mulheres, a estrutura passa a operar sob gestão da Secretaria Municipal de Inclusão e Desenvolvimento Humano (SMIDH). O endereço é mantido em sigilo por questões de segurança e o local oferece acolhimento e acompanhamento interdisciplinar nas áreas psicológica, social e jurídica.
Durante a entrega do espaço, o prefeito Sebastião Melo destacou a necessidade de fortalecer políticas públicas e a atuação integrada entre instituições para enfrentar a violência contra mulheres. “É com muita tristeza que assistimos a essa tragédia dos feminicídios e das agressões às mulheres. Tem que haver uma aliança muito sintonizada entre os governos locais, regionais e federal, com as suas políticas públicas de proteção de direitos. Outro pilar fundamental é o judiciário, que precisa tomar decisões mais rápidas”, afirmou.
Segundo Melo, o equipamento integra a rede de proteção do município e busca garantir acolhimento seguro para mulheres que precisam se afastar de situações de risco. Foram investidos cerca de R$ 600 mil na reestruturação do espaço, com recursos municipais.
O secretário municipal de Inclusão e Desenvolvimento Humano, Juliano Passini, ressaltou que a entrega do espaço representa uma resposta a uma demanda crescente por acolhimento. “O meu desejo mesmo era de que não tivéssemos nenhuma casa para acolhimento, mas é uma demanda posta nos últimos meses. O prefeito tem nos cobrado entregas e é isso que estamos fazendo aqui. Este é o nosso dever como gestores”, disse.
A promotora de Justiça Ivana Battaglin, coordenadora da Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), afirmou que equipamentos desse tipo são fundamentais para a rede de proteção. “Infelizmente, ainda temos mulheres que precisam salvaguardar a própria vida, e uma casa abrigo é fundamental para isso”, destacou.
Fonte: Guilherme Sperafico/Correio do Povo