
A sexta-feira, 27, reserva a divulgação da prévia da inflação ao consumidor (IPCA-15) de fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o “calcanhar de Aquiles” do Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne no começo da segunda quinzena de março. Em seu último encontro, os integrantes do comitê mantiveram a taxa Selic em 15% ao ano.
O indicador deve apresentar alta de 0,56%, conforme expectativa da equipe econômica do Banco Daycoval ao apontar como justificativa a forte alta do grupo de serviços em função dos reajustes anuais em educação. Passagens aéreas em nova deflação contribuem para atenuar pressão no grupo. Entretanto, a projeção atualizada para a inflação ao final deste ano é de 3,8%, com viés de baixa.
Os itens mais sensíveis à atividade econômica, como os intensivos em trabalho, devem permanecer pressionados. Com isso, os serviços subjacentes (núcleo da inflação de serviços) devem seguir em patamar elevado e constituem desafio para o BC. Já os bens industriais devem ter alta moderada, deixando para trás o aumento expressivo nos preços do etanol. Além disso, vestuário deve apresentar queda de preços.
A alimentação no domicílio deve ter alta moderada, situando-se pelo 2° mês consecutivo no terreno positivo. Entretanto, na variação interanual deve se situar abaixo de 1%. Além disso, os preços administrados devem refletir leve alta na gasolina, sendo atenuada por deflação em energia elétrica.