
A Polícia Civil investiga possível clonagem de um carro que esteve na casa de Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, na noite de 24 de janeiro, quando ela desapareceu, em Cachoeirinha. Na data, câmeras de segurança na região gravaram o movimento de veículos na residência dela, mas somente o automóvel da moradora pôde ser identificado.
De acordo com a investigação, as suspeitas recaem sobre um Volkswagen Fox vermelho, que entrou duas vezes no imóvel. Os registros mostram a chegada desse carro no portão de Silvana, pelas 20h35min, com a saída do mesmo ocorrendo depois de aproximadamente oito minutos.
É possível ver na filmagem que, por volta das 21h28min, o carro branco de Silvana chega no imóvel, não saindo mais da garagem. Após, próximo às 23h30min, o tal Fox volta para a residência, onde fica por pouco mais de dez minutos, antes de deixar o local novamente.
A apuração policial não tinha conseguido identificar a placa desse Fox até então e, por isso, no momento desta publicação, seu proprietário ainda era desconhecido. Os agentes da 2ª DP de Cachoeirinha, à frente dos trabalhos, buscam confirmar o emplacamento adulterado.
Um motorista que pode ter sido vítima da clonagem já foi ouvido na 2ª DP de Cachoeirinha. Ele trabalha na Defesa Civil do município. Garante não ter qualquer tipo de relação com o sumiço da família Aguiar.
Isail e Dalmira Aguiar, respectivamente 69 e 70 anos, pais de Silvana, desapareceram em 25 de janeiro, um dia depois da filha. Eles também não são vistos desde então.
O ex-marido de Silvana e policial militar, Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, é investigado como suspeito, estando preso temporariamente no Batalhão de Operações Especiais (Boe), em Porto Alegre, desde 10 de fevereiro. Ele nega participação nos fatos.