
A Polícia Civil prendeu preventivamente, na manhã desta quarta-feira, um contador suspeito de liderar um esquema milionário de evasão fiscal e lavagem de dinheiro. O homem também é suspeito de atuar como operador financeiro de organizações criminosas, prestando serviços especializados para lavagem de dinheiro. A ação faz parte da Operação Acerto de Contas, que resultou no bloqueio de até 225 milhões de reais em ativos financeiros, além da apreensão de imóveis, veículos de luxo e outros bens.
Ao todo, foram cumpridas 261 ordens judiciais em onze municípios do Estado: Porto Alegre, Canoas, Dois Irmãos, Igrejinha, Sapiranga, Araricá, Tramandaí, Capão da Canoa, Campo Bom, Gravataí e Guaporé.
A operação policial foi realizada em conjunto com o Ministério Público do Rio Grande do Sul e a Receita Federal. Conforme o Promotor de Justiça Diego Rosito de Vilas, do GAECO, o esquema utilizava empresas de fachada e emissão de notas fiscais frias para suprimir tributos, especialmente o ICMS, e ocultar a origem de recursos ilícitos.
Entre as medidas cumpridas hoje, que são 164 da Polícia Civil e 97 do Ministério Público, estão 31 mandados de busca e apreensão, o sequestro de 14 imóveis e a apreensão de 30 veículos. Além disso, onze pessoas tiveram decretadas medidas cautelares diversas da prisão, com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Em um dos locais, a polícia encontrou 70 quilos de prata, além de armas, notebooks, celulares e documentos.
Conforme o MP, o prejuízo referente a impostos sonegados com multas e juros, é estimado em 80 milhões de reais. As investigações seguem para identificar outros envolvidos e garantir o ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos.