
Ao menos 30 milhões de brasileiros são fãs de MMA, conforme pesquisa do Ibope/Repucom. Também segundo levantamento da empresa, o interesse nacional na modalidade permanece estável desde 2013, oscilando entre 38% e 40%. Estes índices podem ser turbinados em 2026, com transmissão do UFC na Paramount+, que aponta a América Latina como um de seus principais mercados.
“Essa tendência é palpável no Brasil. Nossa cultura de luta, apaixonada e profundamente enraizada, transformou o país em um dos mercados mais relevantes no cenário mundial, tanto em número de praticantes como em exportação de talentos, instrutores e conteúdo”, afirma o produtor esportivo, consultor de marketing e especialista em artes marciais, Rodrigo Gonzalez.
Gonzalez adiciona que esse potencial decorre da transformação do esporte tradicional em indústria de entretenimento. Além disso, na visão dele, outro fator que impulsiona a expansão do MMA é a mídia digital, incluindo podcasts, redes sociais, documentários e transmissão de eventos.
“O Brasil tem tudo para ser protagonista no cenário global de artes marciais. Há talento, público engajado e uma cultura de luta que pulsa em cada cidade do país. Agora, o desafio é transformar essa energia em eventos sólidos, escaláveis e com retorno real para marcas e investidores”, avalia o produtor esportivo.
Um dos eventos produzidos por Gonzalez é o Master Fighting Championship (MFC). Com quatro edições, todas em Porto Alegre, a marca já superou 3,7 milhões de visualizações e 307 mil contas alcançadas online, sendo líder no circuito gaúcho de MMA.
“Vejo meu trabalho como facilitador da convergência entre atletas, fãs, marcas e mídia. Não é só organizar lutas é criar histórias, mas também criar plataformas e oportunidades de crescimento para todos os envolvidos”, afirma Rodrigo Gonzalez.