Após Salles falar em bloqueio, Meio Ambiente garante recursos para combater desmatamento na Amazônia

Pasta emitiu nota oficial mas vice-presidente Hamilton Mourão negou efetivação de corte

Foto: Paulo Santos/2001/Amazônia Sob Pressão

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) informou, na noite desta sexta-feira, que o governo federal desbloqueou, à tarde, recursos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e que as operações de combate ao desmatamento ilegal e às queimadas prosseguirão normalmente. Mais cedo, o ministério Ricardo Salles havia informado a suspensão das ações em razão da falta do repasse de R$ 60,7 milhões.

Segundo o ministério, a Secretaria de Orçamento Federal (SOF) havia bloqueado R$ 39,7 milhões em verbas do ICMBio e R$ 20,9 milhões do Ibama após decisão da Secretaria de Governo (Segov) e da Casa Civil da Presidência da República.

“O Ministério do Meio Ambiente informa que em razão do bloqueio financeiro efetivado pela SOF – Secretaria de Orçamento Federal na data de hoje, da ordem de R$ 20.972.195,00 em verbas do IBAMA e R$ 39.787.964,00 em verbas do ICMBio, serão interrompidas a partir da zero hora de 2ª.feira (31/agosto) todas as operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia Legal, bem como todas as operações de combate às queimadas no Pantanal e demais regiões do País”, afirmou o ministério, em nota à imprensa.

Após a nota do oficial do MMA, o vice-presidente Hamilton Mourão, que preside o Conselho da Amazônia, afirmou que os recursos não serão bloqueados efetivamente. “O governo está buscando recurso para poder pagar o auxílio emergencial, é o que estou chegando à conclusão, então está tirando recursos de todos os ministérios. Cada ministério oferece aquilo que pode oferecer, né? Então, o ministro teve uma precipitação aí e não vai ser isso que vai acontecer, não vai ser bloqueado [sic] os R$ 60,7 milhões, entre Ibama e ICMBio, que são exatamente do combate ao desmatamento e a queimada ligada à área do ministério”, afirmou a jornalistas na saída do gabinete, no anexo do Palácio do Planalto.