Ato no Parcão tem defesa de Bolsonaro, Moro e da reforma da Previdência

Organizadores estimaram a presença de 5 a 6 mil pessoas na avenida Goethe

Grupo se concentrou no Parcão, em ato a favor do presidente Jair Bolsonaro | Foto: Mauro Schaefe/ Correio do Povo

O domingo de manifestações em defesa do presidente Jair Bolsonaro reuniu milhares de pessoas no Parque Moinhos de Vento em Porto Alegre. A Brigada Militar não estimou a quantidade de presentes. No caminhão de som, os organizadores falaram em um público de 5 mil a 6 mil pessoas. O ato bloqueou os dois sentidos da avenida Goethe desde o início da tarde. O trânsito foi desviado pela Mostardeiro, com lentidão na Mariante e na Silva Só. Agentes da EPTC e da Brigada Militar observaram a movimentação.

As pautas ficaram centradas no apoio ao governo, à reforma da Previdência e ao pacote Anticrime. Faixas alusivas aos temas foram estendidas e constantemente mencionadas pelos animadores nos caminhões de som. Algumas pessoas levantaram placas contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso. O nome do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, foi vaiado pelo público. O mesmo se repetiu quando foram citados nomes de parlamentares do PT. O deputado federal Marcel Van Hattem também foi vaiado, quando defendeu a atuação do Movimento Brasil Livre, que se posicionou contrário às manifestações deste domingo.

Entre os presentes, estiveram políticos como o vereador Reginaldo Pujol; a secretária de Desenvolvimento Social e Esporte de Porto Alegre, Nádia Gerhard; o deputado estadual Tenente Coronel Zucco; os federais Marcel Van Hatten e Bibo Nunes; e a candidata derrotada ao senado nas eleições de 2018 Carmen Flores. Filiado ao PSL, partido do presidente, Bibo Nunes ressaltou a força das manifestações. “Foi além do que a gente imaginava”, comentou. “É um grande recado aos políticos antigos”, afirmou o deputado em referência ao chamado Centrão.

Cânticos em defesa de Sérgio Moro, contra o PT e o comunismo, além do jingle de Bolsonaro nas eleições de 2018 foram entoados pelo público. A manifestação encerrou com o Hino Nacional, que foi executado por diversas vezes ao longo da tarde.

Um grupo de jornalistas foi hostilizado pelos manifestantes. A equipe de uma emissora de TV foi intimidada e chegou a ser vaiada por parte dos presentes. Após o episódio, eles tiveram de deixar o local cercados por alguns manifestantes que reclamavam da atuação da imprensa.

O ato encerrou por volta das 17 horas, mas o bloqueio no trânsito se estendeu até o início da noite.