Bancário desaparecido: MP recorre para manter dentista preso no Vale do Taquari

Juíza autorizou que réu responda em liberdade pela morte de gerente do Sicredi em Anta Gorda

Desaparecimento do gerente bancário Jacir Potrich, de 55 anos, ocorreu no dia 13 de novembro de 2018 | Foto: Facebook / Reprodução / CP

O Ministério Público recorreu, nesta sexta-feira, da decisão judicial que negou o pedido de prisão preventiva do dentista Carlos Patussi, acusado de assassinar e ocultar o corpo do gerente bancário Jacir Potrich, de 55 anos, considerado desaparecido desde 13 de novembro do ano passado, no Vale do Taquari. Nessa quinta-feira, a juíza da 1ª Vara Judicial da Comarca de Encantado, Jacqueline Bervian, considerou, ao rejeitar o pedido do MP, que além de ter endereço fixo, o dentista não vem prejudicando as investigações. Apesar de ter aceito a denúncia, ela também entendeu que não há risco de que o réu fuja da região.

Hoje, o promotor de Justiça André Prediger pediu que a decisão seja reformada. Ele salienta que a comunidade recebeu, com “indignação e sentimento de injustiça”, a decisão que manteve o réu em liberdade. O Ministério Público ainda reitera a necessidade da prisão devido à possibilidade de o dentista deixar o Brasil, a qualquer momento, já que conta com dupla cidadania e “elevada condição financeira”.

Conforme a investigação policial, depoimentos apontaram que a vítima e o acusado mantinham animosidade e inimizade. Na fase de investigação do crime, Patussi chegou a ficar preso temporariamente. O Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus para a soltura dele, mas determinou a apreensão do passaporte.

Caso

Potrich era gerente do Sicredi, havia 25 anos, no município de Anta Gorda. Ele sumiu após entrar na garagem de casa, de automóvel. Dois dias após o desaparecimento, bombeiros esvaziaram um açude, localizado próximo à residência, sem que nada tenha sido localizado. Vítima e acusado eram vizinhos e mantinham uma desavença em razão de uma dívida.

A Polícia chegou ao suspeito após analisar imagens das câmeras de segurança do condomínio e de lojas do comércio de Anta Gorda, e de coletar depoimentos de pessoas da comunidade. Conforme o delegado, apesar de as imagens do condomínio terem sido eliminadas do sistema, a Polícia conseguiu encontrar o material gravado em um computador do dentista.

Não há pistas sobre o corpo do gerente.