
As noites de sexta-feira e sábado, 18 e 19 de setembro, no Auditório Araújo Vianna, foram de cantar e dançar as doces músicas embaladas do Dominguinho em seu volume 2, com João Gomes, Jota.pê e Mestrinho, além de músicos como Kainã do GG, Philipe Guedes, Dilu e Vanucci. O disco que no volume 1 (2025) ganhou o Grammy Latino de “melhor álbum de raízes em língua portuguesa” e que no volume 2 foi indicado novamente ao prêmio fez com que 7 mil pessoas lotassem o Araújo nas duas noites. Foram em torno de 25 músicas a cada noite, com cerca de 2h10min de duração.
Antes do show, o trio falou com o Correio do Povo. “O mais desejoso para quem canta é fazer o repertório que se gosta. Fiquei sabendo que o Jota.Pê tá compondo música nova e já sei vamos ter o volume 3. No disco novo, temos mais dois músicos, Kainâ do GG e Philipe Guedes. Estamos chegando a uma megabanda e é a realização de um sonho acordado”, afirmou João Gomes. “No volume 2, a gente escolheu o repertório com o coração. Tivemos a preocupação de colocar a mesma energia e da gente mostrar que estava feliz”, disse Jota.pê. “Dominguinho é o nascimento de um novo artista composto por várias frentes. O disco 2 é uma nova mensagem feita com muito amor aos fãs”, completou Mestrinho.
No repertório do show, as faixas foram tocadas em ordens parecidas com os dois discos. A inédita “Deusa Minha”: “Eu nasci pra te amar, só te amar/ Deusa minha” e os fãs já foram se inflando de energia, dançando, levantando as mãos para o alto em um coro bem afinado. E aí foram se seguindo “Verão sem Calor”, “Ligação Estranha” até chegar a duas versões de outros criadores que foram “As Quatro Estações” (Sandy & Junior) e “Se Ela Dança, Eu Danço” (MC Leozinho) e de “As Quatro Estações” (Sandy & Junior). Na pausa entre as canções do vol. 2 (2026) para o vol. 1 (2025), a troca com o público foi grande, pessoas entregaram faixas e mimos para produtores e começaram os pedidos de canções. Eles agradeceram e disseram que lembraram de uma música, “Lembrei de Nós”: “Você é meu norte/ Minha sorte, não me deixe/ Me deixa mais forte/ A razão do meu corre”, com aquele embalo doce do acordeon e a percussão jeitosa, seguindo com “Beija Flor”, “Arriadin por Tu”, “Flor de Flamboyant” e “Mala e Cuia”, até homenagens para Charlie Brown Jr., com “Pontes Indestrutíveis” e a Legião Urbana, com a canção final “Tempo Perdido”, com a massa em volta do gradil. Foi uma noite de pura música nordestina e brasileira
Fonte: Luiz Gonzaga Lopes / Correio do Povo

