
Ficou para a próxima terça-feira a votação na Assembleia Legislativa do projeto que prevê a revisão do piso do magistério. Líderes de diferentes bancadas não compareceram na reunião de líderes desta terça, e, sem quórum, não houve definição da ordem do dia. Parlamentares justificaram as ausências em função de compromissos.
O texto prevê um reajuste de 5,4% no piso dos professores, semelhante ao determinado pelo governo federal. Com a medida, o salário base da categoria passa para R$ 5.130,63 para uma jornada de 40 horas semanais, sendo a data base janeiro de 2026. Os custos aos cofres públicos são previstos em R$ 424 milhões.
Durante o período das Comunicações Parlamentares da sessão ordinária, a deputada Sofia Cavedon (PT) registrou a frustração que a Assembleia impôs ao conjunto do magistério estadual ao adiar a votação do reajuste dos salários dos trabalhadores em escola. A parlamentar disse ainda que é responsabilidade da Assembleia a votação urgente e sugeriu que o governo do Estado pague o reajuste em folha suplementar, retroativo a janeiro.
Além do piso, outro projeto trancando a pauta é o PL 291/25, que cria o Fundo Estadual de Proteção e Bem-estar de Animais Domésticos. Em justificativa, o governo afirma que os recursos do fundo serão destinados para campanhas de educativas sobre a importância dos cuidados adequados com os animais e apoio de ações visando a redução dos maus-tratos aos animais de carga.
Fonte: Correio do Povo