
Com as novas informações e a quebra de sigilo das mensagens supostamente enviadas entre o banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, o caso do Banco Master retorna ao centro do debate político. Os principais candidatos ao governo do Rio Grande do Sul avaliaram os seus desdobramentos.Play Video
Leia abaixo a visão dos candidatos:
Gabriel Souza (MDB)
“Não interessa quem seja, se cometeu ilicitude, irregularidade, imoralidade, tem que ser levado adiante os processos punitivos. No caso do STF, quem fala sobre o impeachment de ministros é o Senado da República. Quero muito que o próximo Senado tenha a capacidade e coragem de resolver coisas assim. Que se for o caso de encaminhar caminhos punitivos, soluções punitivas, bom, que se faça, né? Não é porque alguém é ministro do Supremo ou qualquer outro cargo que está imune à lei brasileira”.
Juliana Brizola (PDT)
Defendo que as investigações avancem com independência e transparência. As informações que vieram a público precisam ser devidamente esclarecidas pelas instituições competentes. Quando há dúvidas sobre a atuação de qualquer autoridade pública, o melhor caminho é investigar com seriedade, deixar que os fatos sejam apurados e, a partir das conclusões, aplicar a lei com o mesmo rigor para todos.
Luciano Zucco (PL)
Manifestação feita através do Instagram:
“O Brasil assiste perplexo ao que está vindo à tona no caso Vorcaro. Por um lado, denúncias e indícios gravíssimos envolvendo Alexandre De Moraes e contratos milionários com o escritório de sua esposa (Viviane Barci de Moraes). Do outro, um ministro que continua solto, julgando e condenando adversários políticos, que foi o caso de Bolsonaro, condenado em um processo que atropelou garantias fundamentais, como devido processo legal, a ampla defesa, o direito a um julgamento imparcial. Isso não pode ser normal”.
Marcelo Maranata (PSDB)
“Defendo o afastamento do ministro Alexandre de Moraes para que as investigações aconteçam de forma profunda sem riscos de novas adulterações de provas. É imprescindível passarmos a limpo essa história. Com as novas informações que estão chegando a partir da quebra de sigilo entre Moraes e Vorcaro, o mínimo que espero é que o corporativismo não impeça o afastamento imediato do ministro.”


