Icon search

Compartilhe:

Veja as estratégia das campanhas ao governo do RS na reta final da disputa

Candidatos devem ter menos agendas no interior na reta final de campanha Foto : Montagem (Joel Vargas | Fernando dos Santos | Mateus Raugust | Lu Freitas) / CP

Faltando duas semanas para a eleição, os candidatos que estão na disputa pelo Palácio Piratini entram na fase de maratona de debates nas emissoras de rádio, TV e plataformas digitais. Até o primeiro turno, que ocorre no dia 4 de outubro, os postulantes ao governo do Rio Grande do Sul vão ter que enfrentar ao menos seis debates em diferentes formatos. Os coordenadores de campanha dos quatro principais candidatos indicam a participação em todos eles.

A presença nestes eventos ganharam um peso diferente após as falas de Marcelo Maranata (PSDB) no painel “Sulpetro em Diálogo”, que ocorreu na última quinta-feira (17), onde o candidato acusou campanhas concorrentes de oferecer “ajuda” para que ele não participasse de debates subsequentes.

Na campanha de Gabriel Souza (MDB), o coordenador político Janir Branco indicou que o candidato deve manter a postura adotada até aqui, além de apostar na adesão dos indecisos. “Os últimos 15 dias são usados para que o eleitor decida o voto. Notamos que estamos crescendo, fazendo uma análise com nosso marketing, imaginamos estar no caminho certo. Vemos também que os indecisos tem diminuído, com esse percentual vindo para nós”, indicou o coordenador.

Janir usa da ausência de Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) nos debates e painéis como forma de reforçar Gabriel como uma via ao centro e criticar os adversários. “Ficamos decepcionados e surpresos que os candidatos da polarização não participem desses eventos”, comentou. A campanha e o próprio candidato têm batido nesse ponto sistematicamente desde o início da campanha.

Na coordenação da campanha de Juliana Brizola e na primeira suplência na chapa de Paulo Pimenta (PT) na disputa pelo Senado, Vieira da Cunha (PDT) explicou que as pressões trazidas pela agenda nessa fase obrigam a determinadas escolhas. “Sempre que possível, vamos participar. Nós queríamos ir em todos os eventos, mas temos que compatibilizar com toda essa gama de atividades de campanha, seja as gravações para programação de rádio ou TV, seja na campanha corpo a corpo”, indicou.

Sobre a presença nos próximos debates, Vieira sinalizou a presença de Juliana, mas também criticou as pessoas que comentam que a candidata está evitando o confronto com adversários. “Dizer que estamos fugindo dos debates é produzir um factóide”, argumentou.

Leonardo Pascoal (PL), coordenador de campanha de Zucco e secretário de educação de Porto Alegre, também reforçou a participação do candidato nos debates restantes. A campanha de Zucco tem feito mais incursões no interior, mas que vão ser limitados pela agenda nos próximos dias. “Vamos continuar com o corpo a corpo, mas focado em Porto Alegre e região metropolitana”.

Pascoal indicou que devem manter a mesma abordagem em relação aos concorrentes, ainda que com um tom crítico. “Em nenhum momento pautamos a campanha por ataques, ainda que tenham momentos de ataque de candidatos que estão abaixo nas pesquisas”, comentou.

Kevin Krieger, coordenador de comunicação na campanha de Maranata, afirma que a movimentação do candidato nesta reta final deve manter os contornos que teve até aqui, com foco no corpo a corpo, visitando a região central das cidades da região metropolitana. “Nossa estratégia vai se manter, lidando como estamos fazendo com uma campanha com recursos limitados. Além das caminhadas que temos feito, vão ter carreatas em Porto Alegre”, ponderou Krieger.

Sobre a postura nos debates que faltam, reforçou que deve se manter a mesma. Questionado sobre como deve ser a resposta ou reação de Maranata caso seja questionado sobre comentários feitos na Sulpetro, o coordenador indica que “na hora ele vai estar preparado”.

Fonte: João Streb/Correio do Povo

Últimas Notícias